Eu não quero me sentir usada.
Mais do que eu já senti, mais do que eu continuo sentindo.
Eu não quero que me chamem só quando estiverem entediados, ou quando todas as outras opções estiverem esgotadas.
Eu não quero ser o atraso, nem o plano que pode ser adiado, sempre, com uma data a definir que não existe.
Eu não quero ser a hipótese, o talvez, o se.
Eu não quero ser a última a saber.
Eu não quero ser uma mera mais uma.
Eu não quero ser a distração para quando estiverem carentes.
Eu não quero ser o prêmio para quando quiserem aumentar a autoestima.
Eu não quero ser o descarte, nem o plano b.
Eu não quero continuar me sentindo insegura por nunca saber o que está, de fato, acontecendo.
E não quero sair como louca porque quis saber.
Eu não quero precisar me esforçar, não tanto.
-
Eu quero que me chamem, porque me querem.
Porque querem ouvir o que eu tenho para falar.
Porque querem a minha companhia.
Eu quero que me chamem sem eu buscar por atenção.
Eu quero que me chamem porque querem compartilhar comigo tanto quanto quero compartilhar de volta.
Do dia, da vida, das neuroses, das besteiras.
Eu quero que me chamem sem eu questionar – para mim mesma - se gostam de mim ou não.
Eu quero que me chamem sem eu me preocupar se eu estou gostando de uma pessoa que, amanhã, vai aparecer com outra.
E eu quero que me chamem porque querem tentar tanto quanto eu.
Eu quero que me avisem, em alto e bom som, se não tiver espaço para mim mais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário