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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Inconscientemente (ou quase)


Sempre nos perguntamos do porque de algumas coisas e nunca achamos uma resposta que realmente agrade. Sempre tomamos atitudes, sabendo que são certas ou não por um motivo talvez inconsciente. Vamos atrás das pessoas, buscando os erros, acertos e fazendo vista grossa com nossos problemas e quando alguma coisa vai mal tentamos nos apoiar em quem nos faz bem. Nós, humanos, nunca seremos totalmente decifrados pela ciência ou rituais de Exu - seja lá o que vocês acreditem. Nunca teremos explicações completas para nossas ações, pensamentos, vontades, desejos e nunca, nunca estaremos totalmente satisfeitos com o que temos, sejam amigos, parentes, objetos, corpo... Nós temos aquela mania tão prudente, ou não, de querer sempre mais e cometemos o pecado de quase nunca enxergar que o que precisamos está aqui, na nossa frente. Além disso, ainda temos o péssimo hábito de não dar valor nas coisas e só resolvemos dar quando perdemos ou estamos a um fio de perder. Há uma linha tênue que separa nossas ações conscientes ou inconscientes e que separa o que fazemos de propósito ou por impulso. E nós precisamos pensar mais nas atitudes que tomamos. Precisamos pensar no que queremos para nossas vidas, no que vale a pena, no que importa. Precisamos pensar mais ou até menos no futuro para pensar no agora. Precisamos parar de achar que sabemos tudo, que conhecemos a todos, que somos os melhores. Talvez o mal humano seja esse, o inconsciente - ou não - que pensa que tudo pode. 

Dessa forma, eu digo: não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo. Não deixe de ter alguém ao seu lado, ou de fazer algo, por puro medo de ser feliz. A única falta que terá, será desse tempo que infelizmente… não voltará mais.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Quem ama não desiste, não trai, não mente. Quem ama é paciente, confia, entende. Amar é virtude que poucos têm. - Renato Russo

Uma dose de coca-cola e bolachas, por favor!


O que a gente pode esperar do futuro? Nós dois juntos, com nossos filhos, bem velhinhos, sendo felizes? E se um dia desse tudo errado, se um dia não fosse mais ‘nós’ e sim ‘eu’ e ‘você’? Se todas as nossas promessas fossem meros equívocos, se nós ainda estivermos tão imaturos para amar, amar aquele amor eterno, amar o amor que nunca acaba e que é amor, amor sem fim mesmo com brigas, desentendimentos, separações breves, distância e saudade. A sim, distância e saudade, separadas por uma linha tênue que separa também as juras de amor que deixam claro ‘sempre superaremos a falta do contato físico, a falta de um abraço nos momentos difíceis ou de um beijo no momento dos desejos mais profundos. ’. Saudade, sentimento conhecido por nós há anos, mais terrível que a dor e que se alastra por kilômetros, quarteirões, números, países, cidades, estados, ruas, avenidas, estradas e afins e que quando não aguentada se mostra pelos olhos através das lágrimas. Saudade do amigo, saudade dos pais, dos parentes, do caráter, da vida mansa, das brincadeiras, de uma escola, de 2+2 são 4 e de antes de p e b se usa m. Saudade do amor, da ingenuidade, de palavrões inofensivos e do que há de mais clichê no universo: SAUDADE da infância, SAUDADE do joelho machucado, braço quebrado, pé torcido, dedo cortado que sempre doía menos que um simples amor, que vem com tudo e abala nosso mundo e acaba com nossas forças e nos deixa assim meio sem saída, ou então que vem com tudo, que abala nosso mundo e trás assim mais energia, mais alegria, mais vida pra nossa vida. Mas e nós? O que será de ‘nós’? Será ‘nós’ até quando? Será que o nosso ‘nós’ está mesmo preparado pra tudo o que der e vier para nós? Ou será que o nosso ‘nós’ já está abalado por tudo o que já passou e talvez não aguente mais nós. Cairia bem agora uma dose de coca-cola, um saco de bolachas e uma bola de cristal, dizendo o que vem por ai pra nós, dizendo o que será de ‘nós’.