Sempre nos perguntamos do porque de algumas coisas e
nunca achamos uma resposta que realmente agrade. Sempre tomamos atitudes,
sabendo que são certas ou não por um motivo talvez inconsciente. Vamos atrás
das pessoas, buscando os erros, acertos e fazendo vista grossa com nossos
problemas e quando alguma coisa vai mal tentamos nos apoiar em quem nos faz
bem. Nós, humanos, nunca seremos totalmente decifrados pela ciência ou rituais
de Exu - seja lá o que vocês acreditem. Nunca teremos explicações completas
para nossas ações, pensamentos, vontades, desejos e nunca, nunca estaremos
totalmente satisfeitos com o que temos, sejam amigos, parentes, objetos, corpo...
Nós temos aquela mania tão prudente, ou não, de querer sempre mais e cometemos
o pecado de quase nunca enxergar que o que precisamos está aqui, na nossa
frente. Além disso, ainda temos o péssimo hábito de não dar valor nas coisas e
só resolvemos dar quando perdemos ou estamos a um fio de perder. Há uma linha
tênue que separa nossas ações conscientes ou inconscientes e que separa o que
fazemos de propósito ou por impulso. E nós precisamos pensar mais nas atitudes
que tomamos. Precisamos pensar no que queremos para nossas vidas, no que vale a
pena, no que importa. Precisamos pensar mais ou até menos no futuro para pensar
no agora. Precisamos parar de achar que sabemos tudo, que conhecemos a todos,
que somos os melhores. Talvez o mal humano seja esse, o inconsciente - ou não -
que pensa que tudo pode.
Um acervo que começou no dia 7 de dezembro de 2010 e que acompanha vários momentos da minha vida, deixando registrado a transcrição de memórias, nós na garganta, revoltas, e um mundo de fantasias.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Uma dose de coca-cola e bolachas, por favor!
O que a gente pode esperar do futuro? Nós dois juntos,
com nossos filhos, bem velhinhos, sendo felizes? E se um dia desse tudo errado,
se um dia não fosse mais ‘nós’ e sim ‘eu’ e ‘você’? Se todas as nossas promessas
fossem meros equívocos, se nós ainda estivermos tão imaturos para amar, amar
aquele amor eterno, amar o amor que nunca acaba e que é amor, amor sem fim
mesmo com brigas, desentendimentos, separações breves, distância e saudade. A sim,
distância e saudade, separadas por uma linha tênue que separa também as juras
de amor que deixam claro ‘sempre superaremos a falta do contato físico, a falta
de um abraço nos momentos difíceis ou de um beijo no momento dos desejos mais profundos.
’. Saudade, sentimento conhecido por nós há anos, mais terrível que a dor e que
se alastra por kilômetros, quarteirões, números, países, cidades, estados,
ruas, avenidas, estradas e afins e que quando não aguentada se mostra pelos
olhos através das lágrimas. Saudade do amigo, saudade dos pais, dos parentes,
do caráter, da vida mansa, das brincadeiras, de uma escola, de 2+2 são 4 e de antes
de p e b se usa m. Saudade do amor, da ingenuidade, de palavrões inofensivos e
do que há de mais clichê no universo: SAUDADE da infância, SAUDADE do joelho
machucado, braço quebrado, pé torcido, dedo cortado que sempre doía menos que
um simples amor, que vem com tudo e abala nosso mundo e acaba com nossas forças
e nos deixa assim meio sem saída, ou então que vem com tudo, que abala nosso
mundo e trás assim mais energia, mais alegria, mais vida pra nossa vida. Mas e
nós? O que será de ‘nós’? Será ‘nós’ até quando? Será que o nosso ‘nós’ está
mesmo preparado pra tudo o que der e vier para nós? Ou será que o nosso ‘nós’
já está abalado por tudo o que já passou e talvez não aguente mais nós. Cairia bem
agora uma dose de coca-cola, um saco de bolachas e uma bola de cristal, dizendo
o que vem por ai pra nós, dizendo o que será de ‘nós’.
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