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segunda-feira, 14 de março de 2016

Playlist da semana - #5

(Eu não consigo parar de ouvir, não aguento mais Ariana, SOS!)





Todas as músicas na playlist "atualizadescz", no Spotify!

terça-feira, 8 de março de 2016

8 de Março e a música












"Ensinamos as meninas a se encolherem
Para se tornarem ainda mais pequenas
Dizemos para meninas
'Você pode ter ambição
Mas não muita
Você deve ansiar para ser bem sucedida
Mas não muito bem sucedida
Caso contrário, você vai ameaçar o homem'
Porque sou do sexo feminino
Esperam que eu almeje o casamento
Esperam que eu faça as escolhas da minha vida
Sempre tenha em mente que
O casamento é o mais importante
Agora o casamento pode ser uma fonte de
Alegria, amor e apoio mútuo
Mas por que ensinamos as meninas a ansiar ao casamento
E não ensinamos a mesma coisa para os meninos?
Criamos as meninas para serem concorrentes
Não para empregos ou para conquistas
Que eu acho que podem ser uma coisa boa
Mas, para a atenção dos homens
Ensinamos as meninas que não podem ser seres sexuais
Da mesma forma que os meninos são
Feminista - a pessoa que acredita na vida social
Igualdade política e econômica entre os sexos"
- Chimamanda Ngozi Adichie


sábado, 5 de março de 2016

Top 5 - #4: Jout Jout

Porque ela merece.







*Extra!*



Carta aos desinteressados - Esteban



“Só quero tomar conta de mim e esquecer vocês
Dar meu tiro pro alto, fazer errado só mais uma vez
Só quero que isso chegue ao fim, até o fim do mês
Vou aprender a me fazer de louco, pra não perder a minha lucidez

Quem são os mal educados que querem me educar?
Como eu devo agir, prosseguir e lutar
Sempre dizendo o que é melhor pra mim
Sempre tentando arrancar algo de mim
(...)
Quem vocês pensam que sou?
Quem vocês acham que são?

Ninguém vai me segurar quando eu cair no chão…”

quinta-feira, 3 de março de 2016

Nino e Cherri - Uma breve história

Eles foram os primeiros animais que tive (tirando um monte de peixinhos que eu ganhava em feiras de ciências do colégio e que morriam bem - bem - cedo).
O primeiro foi o Nino, ele era dos meus pais, na verdade. Meus pais pegaram ele quando ainda moravam em São Paulo, e aí, quando eles vieram para o interior, ele veio junto. Nino era o queridinho deles, foi seu primeiro filho, por isso, ele me odiava. Sério, aquele gato não gostava de mim de jeito nenhum. Eu e ele compartilhamos apenas uma história (que eu já contei para todo mundo): um dia, ele estava deitado na cadeira da copa, eu estava passando e fiquei olhando para ele, ali, dormindo, fiquei pensando "Ah, ele está dormindo, vou fazer um carinho" (e sim, eu nunca passava a mão nele, porque ele quase me avançava). Então, quando fui passar a mão nele, ele acordou e me arranhou. Fiquei inconformada (e traumatizada), mas tudo bem, ele não me aceitava, mas eu o aceitava. Nino era grande, gordo, branco e preto. Ele tinha um bonézinho laranja também, contudo acho que nunca o vi usando o boné ao vivo, só em fotos. Depois que chegou de São Paulo, Nino morou um tempo na casa da minha vó, enquanto meus pais construíam a casa deles. Eu ainda não tinha nascido, só sei das histórias que me contam. 1) Nino abria a geladeira e roubava comida (sério, essa é uma cena que eu daria tudo para me lembrar-me, porque com certeza ele fez isso alguma vez depois que eu já havia nascido e era maiorzinha, mas eu não me recordo). 2) Nino era meio safado, eu acho e adorava implicar com uma outra gatinha que morava na minha vó. Tem uma história dos dois que é mais ou menos o seguinte: ela estava grávida, e um dia o Nino foi correr atrás dela, quando ela (Naninha ou Bidinha, não tenho certeza de qual das duas era) foi pular para escapar dele, o filhotinho nasceu! Sim, ela pulou e o gatinho saiu. Só um inclusive, o que é bem raro. 3) Parece-me que ele era bem esperto, tinha total cara de machão alfa.
Cherri foi minha primeira cachorra, era uma poodle que minha tia me deu. Como uma poodle que se preze, Cherri era "mó louca". Corri para todo lado, latia sem parar. Confesso que não consigo me lembrar de quase nada dela. Tanto no meu período com ela e com o Nino eu era muito nova, então fui perdendo minhas memórias ao longo do tempo, por isso, não irei me alongar falando sobre Cherri. Acho que ela se dava +/- bem com Nino e dormia do lado de fora de casa porque fazia muita bagunça. Ah, o nome dela veio de um perfume.
Infelizmente, nossa história foi encurtada por algum ser humano horrível. A Cherri tinha mania de comer a ração do Nino e Nino comia a comida de Cherri. Um dia quando acordamos, os dois haviam falecido. Jogaram veneno para Cherri e o Nino acabou comendo. Naquela época eu não entendia direito o que acontecera. O que eu me lembro direitinho é que, nos dias que precederam ao do falecimento deles, eu ficara revoltadíssima. Eu queria fazer uma investigação. Eu tinha na minha cabeça que iria acabar descobrindo quem havia feito aquilo e que faria de tudo para colocá-los na cadeia (talvez eu ainda não tenha desistido da ideia).

Foi uma breve história, que sou agradecida por ter vivido.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Mel

A descrição da Mel é a seguinte: cadela misturada com labrador e salsichinha. Não ouso discordar porque primeiro: ela é grande e forte mesmo e, segundo: ela ama salsicha. Brincadeira, ela parece mesmo meio misturada das duas raças (e a parte dela amar salsicha é verídica).
Um amigo do meu pai deu a Mel para a gente. Ninguém tinha muita noção que aquela coisinha tão fofa, pequenininha, cor de mel (óbvio) iria se tornar nessa grandona meio destrambelhada. Aqui em casa a gente fala que ela cresceu só de tamanho, porque, até hoje, ela age como uma criançona. Ela é desesperada, parece morta de fome (não pode ver comida que fica louca, aliás, ela nem mastiga direito, ela engole), sai pulando em todo mundo e AMA terra, não sei quantas vezes ela já estragou a mini horta do meu pai. Diferente da Duda, ela não enterra os ossos, ela fica lá mordendo-os até acabar.
Mesmo com tudo isso, Mel nunca passou por tantas fortes emoções, a principal - e a pior - foi quando ela foi mamãe. Isso mesmo, ela já deu cria. Um dia, meu pai estava tirando o carro da garagem para me levar para o colégio, ela escapou e só precisou de alguns minutos para, dentro de algum tempo, eu virar tia novamente, mas dessa vez de cachorrinhos! Só que o grande problema foi: Mel era muita nova, foi seu primeiro cio e ela não poderia ter engravidado. Ela ficou muito mal e quase morreu. Teve que tomar vitaminas e etc, porém, todo processo foi muito difícil para ela, desde a gravidez, até a amamentação e tudo mais. Logo, eu passava muito tempo com os filhotinhos, lembro que chegou uma hora que a Mel estava meio que "deixando eles pra lá", porque estava cansada, mas eles ainda eram meio novos, então peguei todos e levei pro meu quarto, passei uns dias com todos na minha cama, dormia todo mundo junto. Depois de um tempo, tivemos que dá-los, não foi fácil, mas até alguns meses atrás, uma delas morava do lado de casa (inclusive latia igual a mãe).
Antes disso, as primeiras semanas da Mel foram difíceis. Ela pegava carrapatos muito fácil e era uma luta diária, minha, da minha mãe e dela para tirá-los. Fora isso, ela cresceu forte e saudável, tirando que em uma das patas traseiras ela tem um "dedinho" que é mole. Desde que ela era filhote meus pais falavam que podia tirar, contudo eu nunca deixei porque tinha dó, então ficou.
Bom, também tem o fato de que ela definitivamente NÃO SABE se comportar na rua. Toda vez que a gente vai sair é um dilema. Ela encrenca com todos os cachorros, pára em todos os lugares possíveis e impossíveis. Uma vez, estávamos eu, ela e Duda na praça na fonte (umas das coisas mais legais e decentes aqui da cidade), eu estava ouvindo música, nós andando tranquilamente, até que ela parou e começou a latir, pensei: "Mais um...", quando olhei para trás... Era um cachorro enorme, ele era muito grande, mas MUITO grande. A cena era a seguinte: Mel tentando atacar o cachorro,  Duda com cara de paisagem sem entender nada, tinha uma espécie de bar em frente, cheio de gente, que parou para olhar e não mexeu um dedo para ajudar (típico) e eu tentando disfarçar a cara de pânico tentando resolver a situação, e ah, claro, o cachorro, que no começo não estava dando bola, mas depois começou a latir de volta. No final eu consegui arrastar a Mel de lá, e arrastar MESMO, ela usa aquelas coleiras que enforca, então eu comecei a fazer tanta força que ela sabia que se não mexesse iria acabar se machucando (e sim, tive que usar a força, porque -  basicamente - não tinha mais nada que eu pudesse fazer ou eu não conseguia achar outra solução na hora). Voltamos para casa: Mel com cara de satisfeita, Duda com cara e x a u s t a, e eu, dando bronca na Mel com as pernas titubeando.
Como uma jovenzinha que se preze, Mel tem seus crushes, nenhum correspondido, porque a vida não é justa para ninguém, muito menos para os bichos. Basicamente em cada casa que ela já morou ela teve um crush e eu até a entendendo, porque ela escolhe uns pretendentes bem bonitos, robustos, que impõe respeito.
Mas a Mel assim, meio desengonçada, teimosa, briguenta, brincalhona, esfomeada, adotada, forte, mas, acima de tudo, amorosa, uma bela melhor amiguinha.

terça-feira, 1 de março de 2016

Duda

O que dizer da Duda?
Primeiro, devo começar falando que: tcharãm! Duda é uma cadela! Sim, temos cadelas, duas: Duda e Mel.
Se eu não tiver enganada, Duda é a senhora aqui de casa (ou ela empata com a Miyuki), mas quando a pegamos ela já era uma mocinha crescida. Lembra que eu disse que ela LITERALMENTE entrou em casa? Pois bem, a história é a seguinte: era aniversário da minha mãe, nessa casa em questão o portão era de grade. Eu não lembro muito bem o que tinha acontecido antes, mas o que aconteceu depois foi: ela tentava entrar em casa quando chegava gente e não deixavam. Uma hora, estávamos na sala e ela aparece lá na porta. Sim, ela passou pela grade (e ela não era magrinha não viu? Não é, inclusive). Acabamos ficando com ela. Como você coloca na rua de novo uma cadela que PASSOU PELA GRADE DO SEU PORTÃO só para ficar com você? Pois é, não tem como.
Duda tinha alguns traumas (tinha, porque tudo indica que ela sarou): ela começava a chorar quando ouvia a música do caminhão de gás (essa: youtube.com/watch?v=Z3gGJx34tfw) e odiava andar de carro. Ela morria de preguiça de andar de coleira. Umas das primeiras coisas que a gente comprou quando pegamos ela foi - justamente - a coleira, porque, poxa, ela é uma cachorra e eu finalmente teria a oportunidade de sair por aí protegida com minha cachorrinha, mas... não foi bem assim que aconteceu. A primeira vez que tentamos era um Domingo, teria, tipicamente, o almoço de família na casa da vó, que eram a uns quatro quarteirões de casa. Colocamos a coleira, saímos. Ela não deu quatro passos e brecou. Fomos puxando, quem sabe com um empurrãozinho ela não pega impulso. Não deu. Meu pai teve que levar ela no colo até na minha vó (observação: ela tem apelido de "leitoinha").
Além de ter sido deixada na rua, Duda já passou por poucas e boas, uma delas pode ter sido o motivo de a terem abandonado. Um tempo depois, ela quase morrera. Meu pai e eu achávamos que ela estava grávida, mas minha mãe não acreditava nessa teoria. Ela ficava todo dia falando que tinha alguma coisa errada com a Duda e meu pai dizendo que ela só estava grávida e etc. Até que, um dia, minha mãe de manhã cedo decidiu que ia levá-la para o veterinário, e levou. O que aconteceu foi o seguinte: se minha mãe não tivesse levado ela, ela - provavelmente - teria morrido durante a noite. Ela estava com infecção de útero bem avançada (o que fez com que ela ficasse inchada e meu pai achasse que ela estava grávida, por exemplo). Ela teve que fazer cirurgia de emergência para a retirada do útero e, nem o veterinário tinha muitas esperanças, segundo ele, mesmo com a cirurgia não teria como ter certeza se ela sobreviveria ou não, mas ela sobreviveu. No pós operatório ela foi super mimada: só podia comer certas coisas, dormia no quarto dos meus pais, tinha uma super caminha e etc. Um fato interessante a ser contado é que, quando ela foi tirar os pontos, eu desmaiei na sala (um dos motivos que fez eu desistir de ser médica ou veterinária), enfim.
Outro susto que ela nos deu foi agora, um mês atrás mais ou menos. Estávamos saindo para passear: eu, ela e Mel (e sim, ela aprendeu a andar de coleira - graças a Mel) e, quando chegamos na esquina de casa, ela começou a sangrar pelo nariz. Entrei em pânico, voltamos para casa. Chegamos a conclusão que ela está muito velhinha para andar agora.
Nunca saberemos se ela já deu cria, porque não conhecemos sua história antes de chegar para nós, mas podemos dizer que ela virou mãe da Mel, que foi pega uns anos depois. Ela sempre cuidou da Mel: dá banho, faz carinho, brinca, dá bronca quando ela saí de casa.... coisas maternais.
Agora, um recado: se foi você quem abandou essa cachorrinha, que parece um leitoinha, toda marrom, olhos castanhos, patinhas mais curtas, dócil e companheira... Você não sabe o que perdeu (além do seu coração).
Essa é Duda: guerreira, manja dos rebolados, mãe adotiva, lerdinha, amável. Uma cadelinha que vale seu título de melhor amiga do homem.