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domingo, 8 de setembro de 2013

Drogas, bichos e... Pessoas.


Prezo muito aqueles pacientes. Prezo mais ainda aqueles que conseguem levar a própria vida em um ritmo, pelo menos, “vivível”. Prezo os que mantêm seus “chacras” no lugar, mente, alma - do que vocês quiserem chamar. Prezo todos vocês que fazem a vida parecer estar em um carrossel do que em uma montanha russa. Parabéns, de verdade.

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 É engraçado como as coisas saem do controle e como nós nos decepcionamos com pessoas tão... Inesperadas. As pessoas são uns bichos engraçados, que mudam, deixam-te, abandonam-te, como se, do dia para a noite, você fosse facilmente substituível. É hilário ver quem um dia falou que te amava e todas essas coisas melosas, deixar você ir, ir embora, facilmente. As pessoas são drogas, drogas como álcool, cigarro, maconha, crack, o que for. Elas parecem dóceis, mas viciam, deixa-te idiota, bobo, ridiculamente ridículo, e quando você perde contato com elas, quando você fica uns dias sem poder “consumi-las”, você chora, pira, irrita-se, estressa-se, perde a paciência. As drogas, entretanto, sempre estarão ali, disponíveis. Esse é seu lado positivo. As pessoas, pelo contrário, não. E quando elas resolvem criar “chá de sumiço”, elas somem mesmo. É uma droga, no sentido conotativo (uma merda, se preferirem). Todavia, a parte mais dolorosa, talvez, de quando as pessoas somem, é que elas não levam somente a si mesmas, mas elas levam tudo, levam tudo o que ela representa ou representou na sua vida. Elas levam todas as músicas que foram dedicadas ou que você dedicou. Elas levam todas as memórias, boas ou ruins. Elas levam os filmes, os personagens, as brincadeiras, os sonhos. Elas levam tudo; e o pior é que, inevitavelmente, por mais que você tente esquecer, deixar pra lá, ela vai estar ali, por mais que, para elas, você já seja irrelevante, você vai se lembrar delas. Seus amigos vão fazer você lembrar, até seus parentes, seus pais. A foto, a senha, o nome na agenda do celular que você se esqueceu de mudar. Seu personagem preferido, suas músicas preferidas que você não tem coragem de excluir e acaba ouvindo sem querer. Seu mural de fotos no quarto. Um filme que nem na história estava ou aquele filme, o de drama que vocês assistiram juntos ou o que nem deu tempo de vocês assistirem, ou então ainda aquele de super heróis que você tanto amava e que, agora, parece ser insuportável de ver. As pessoas são bichos. Bichos traiçoeiros; bichos, não como cachorros – fazendo uma comparação clichê - que parecem ter amor infinito, mas bichos selvagens, insensíveis, que não ligam em ir te cortando aos poucos por dentro. São bichos, simplesmente, bichos na sua pura raça irracional. E que se dane você.