Um acervo que começou no dia 7 de dezembro de 2010 e que acompanha vários momentos da minha vida, deixando registrado a transcrição de memórias, nós na garganta, revoltas, e um mundo de fantasias.
Comprei um livro, “Faça amor, não faça jogo”, e resolvi
roubar a ideia do autor. Deixarei duas músicas para vocês ouvirem enquanto leem
o texto.
Realmente não imaginei que faria
um texto deste tipo. Na verdade, até pouco tempo atrás, achava isto uma bela
idiotice. Mas, cá estou. Com certeza não é muito gente que se importa - sejamos
sinceros - só que hoje, resolvi que queria, além de fazer um texto desejando
feliz ano novo, parar e pensar em tudo que aconteceu para mim em 2014, e aproveitar
para falar o que quero que aconteça em 2015 (com o pezinho no chão, porque ás
vezes me esqueço desse detalhe). O primeiro grande feito deste ano foi eu ter
passado na faculdade, com toda certeza. Só quem chega ao terceiro ano do ensino
médio, e realmente leva isso a sério, sabe de toda pressão que é (e, no meu
caso, meu desespero só de pensar que talvez eu tivesse que enfrentar física e
química por mais um ano). Quando minha mãe me acordou dizendo que eu havia
passado, a primeira coisa que eu pensei foi: ela viu errado. Mas então, lá
estava meu nome na lista de convocados para a primeira chamada, e olha, esse é outro
caso que só quem passa sabe qual é a sensação. Sinto-me orgulhosa, portanto, e
agradecida por todos que me ajudaram nisso e que sinceramente ficaram felizes
por mim. Depois disso, provavelmente o grande feito do ano foi eu não ter sido
tão antissocial na faculdade (pelo menos na primeira semana de aula). Pode não
parecer, mas eu realmente morro de preguiça de ter que seguir essas milhares de
convenções sociais. Contudo, na minha primeira manhã como universitária,
pensei: “pelo menos no começo... Vão ser 5 anos com essa turma, faça amizades”.
Acaba que, no final, fiz somente uma grande amiga, o que não me importa nem um
pouco. Foi uma só, que compensou mais que os outros coleguinhas que fiz por lá
(clichê, porém verdade). Depois disso, perdi-me na minha ordem cronológica.
Logo, lá vai alguns outros feitos sem ordem nenhuma: fui bem em Civil, apaixonei-me por TGP,
comprei meu primeiro Vade Mecum, tive minha primeira aula de Latim e fui ao meu
primeiro júri. Comecei a morar em outra cidade: longe dos meus pais, longe dos
meus bichanos, e consegui me adaptar mais fácil do que eu imaginava. Descobri que
amo ir ao cinema sozinha. Descobri que amo aprender línguas novas e que, pelo
menos, quero morrer falando fluentemente Inglês, Espanhol, Alemão, Italiano e Francês.
Descobri, também, que sou mais enjoada com português do que imaginava (mas
aprendi a me controlar e não sair corrigindo os outros por aí), mas que sou mais
enjoada do que eu pensava com um monte de coisas (que também estou tentando
melhorar, juro). Que eu amo filmes de ação e super heróis mais que tudo. E que,
agora, eu sei como é o sentimento de ver uma história acabar, sem poder fazer
nada (já sinto sua falta Hobbit e Senhor dos Anéis). E não posso esquecer que
descobri que sou consumista (desculpa). Além desses, provavelmente o outro
grande feito deste ano foi eu ter completado 18 anos. Imaginava que iria fazer
mais diferença, mas como brinquei com uma amiga minha, pelo menos agora eu pude
ver Partition da Beyoncé sem ser barrada no Youtube. Só que, para quem me
conhece bem, levo bem a sério esse “lance” de fazer aniversário, e sou
eternamente grata por quem participou disso comigo. Pelos meus amigos que foram
comigo na primeira baladinha que eu gostei, e pelos mesmos que não beberam
porque eu pedi. Provavelmente quase ninguém vai entender essa última parte ou
vai achar que isso foi coisa pouca, entretanto, isso foi mais importante do que
eles mesmos imaginam. Obrigada, de coração, my dear friends. Resumindo, 2014
foi melhor do que eu esperava. Senti necessidade de parar e rever tudo, para
ver que aconteceram muito mais coisas boas do que ruins (na verdade, não
aconteceu quase nada de ruim). Obrigada a você que participou de alguma forma
disso, desse bolo todo. Obrigada a você que jogou mil verdades em cima de mim e a você que só falou coisas bonitinhas para agradar. Obrigada a você que me
ensinou que eu sou, literalmente, responsável por aquilo que cativo e
que, ás vezes, você se torna impotente e não pode querer resolver tudo. Que ás
vezes, o melhor a se fazer é não pensar, não questionar, não imaginar, apenas
respirar e acreditar que tudo o que acontece é para algo melhor. Obrigada a
você, que me fez amadurecer mais um pouco este ano. Agora, em 2015, não desejo
nada demais: somente 1 milhão de reais (ou mais). Brincadeira (se bem que não
seria ruim), mas desejo mesmo é ler mais, começar a estudar outra língua além
do Inglês, e estudar mais, no geral. Fazer mais amigos e ser um pouquinho menos
grossa e chata (ás vezes só). Continuar na academia. Escrever mais, viajar
mais; curtir mais. Não me preocupar tanto com os problemas dos outros, e não me
preocupar tanto com os outros. Não me importar tanto com o que os outros pensam,
e deixar de me importar de vez com número de seguidores em Instagram, número de
curtidas em Facebook e qualquer coisa do gênero. Argumentar mais ao invés de
apelar. E deixar pra discutir com gente que realmente importa, sobre coisas que
realmente importam. Não remoer tanto o passado e começar a viver mais no
presente. Parar de procrastinar tanto e começar a sair mais de casa (descobri
que tem um lugar lindo aqui perto: praça, conhecem? Ótimo para ir e ficar
sentada sem fazer nada.). Quero economizar mais também. Cantar sem sentir
vergonha (porque sim, ou meus amigos mentem para mim, mas eu canto até que
direitinho) e participar dos debates da sala sem sentir vergonha também. Ser
mais ativa na faculdade, no geral. Provavelmente quero mais coisas que esqueci, já que
este texto está completamente sem roteiro; coloquei a playlisy “Intense
studying” no Spotify, abri o Word e comecei. Mas voltando, o que eu mais quero mesmo, é
me importar com quem se importa comigo, importar-me com coisas que realmente
valham a pena e pensar duas vezes antes de falar qualquer coisa para alguém,
porque sei o quão desagradável isso pode ser. Por fim, quero desejar a todos,
como já diz o título do texto, tudo de bom, e agora mudarei da
terceira pessoa do plural, para a terceira pessoa do singular, porque quero
falar diretamente com você que ainda está aqui lendo meu texto. Que você seja
mais feliz do que realmente espera. Não imagine tanto e faça mais. Não tenha
medo de conhecer pessoas novas e nem de encarar algo de errado que já fez, se
for necessário. Assuma seus erros e se perdoe. Ame-se. Deixe-se viver. Se você
mesmo não se permitir, ninguém fará isso por você. Repense seus conceitos;
repense tudo o que você fez este ano e guarde aquilo que te fez bem, o que te
fez mal, jogue fora. Não tenha medo de se despedir, ou então de dar um tempo,
ou então de falar tudo o que você quiser para alguém que te chateou ou te fez
mal neste ano. Fale, mas seja consciente. Na verdade, seja consciente em tudo o
que você fizer. Cresça. Ergua a cabeça. Se quiser
chorar, chore. DEIXE-SE VIVER. Não tenha medo. Não tenha medo de sentir, não
tenha medo de ser feliz, não tenha medo de questionar, não tenha medo de
desconfiar, não tenha medo de perdoar, não tenha medo de errar, não tenha medo
de aprender; não tenha medo de enxergar o que você, no fundo, já sabe. Dê
chances para quem você achar que valha a pena. Escute o que seu instinto, o que
seu coração, seja o que for, esteja dizendo para você. DEIXE-SE VIVER. Ano novo
é algo tão representativo... Existem tantos diferentes anos novos ao redor do
mundo... Alguns comemoram horas antes de você, e alguns horas depois de você, o
que só deixa mais claro ainda que o que realmente vai fazer o seu ano ser
“novo”... É você. Deixe-se viver, consciente, feliz. Só se deixe viver. Em
2015, em 2016, para sempre. Deixe-se viver com seus amigos, com sua família.
Não se esqueça deles. Deixe-se viver. Feliz 2015.
Up –
Olly Murs ft. Demi Lovato
“I
never meant to break your heart (...) I never meant to make you cry (...)”
Comentário
dos textos “Contrato natural”; “A Terra sujeito de dignidade e de direitos”
ambos de Leonardo Boff, que fiz para aula de filosofia e ética na faculdade.
Vivemos uma crise resultante de anos de descuido e
descaso com a Terra. Por muito tempo, ignoramos (ou desconhecíamos) o fato de
que nossa relação com o planeta é mútua, e não unilateral, onde a Terra nos “serviria”
e nós consumiríamos, infinitamente. Isso tem relação com o texto “Contrato
natural” de Leonardo Boff; neste texto, ele mostra como ignoramos o contrato
natural com o planeta, fazendo valer -somente- nosso contrato social, que serve
para formular nossas normas e propósitos em comum, para conduzir nossa vida em
sociedade. Michel Serres, em sua obra “O contrato natural”, analisa a maneira
como se construíram os parâmetros da ciência e do direito, os contratos
instituídos na regulação das relações sociais: o contrato social, o direito
natural e a declaração dos direitos do homem, todos eles ignorando a natureza. Para
Serres, o peso da humanidade sobre o planeta torna necessário um novo pacto,
agora assinado com o mundo: o contrato natural, ele seria –portanto- o que nos
instruiria na relação “Terra-homem”, que reconheceria a natureza como portadora
de direitos, como todos nós somos. Nossa relação com a natureza não deveria ser
de servidão da parte dela, mas sim de abdicação por parte do homem, pois, com
as palavras de Leonardo Boff “ou restabelecemos a reciprocidade entre a
natureza e o ser humano e rearticulamos o contrato social com o natural, ou
então aceitamos o risco de sermos expulsos e eliminados de Gaia”. Além de
precisarmos entender a necessidade da criação desse contrato natural,
precisamos entender que a Terra é viva, assim como nós, e – por isso- também
precisa de dignidade e de direitos, como já foi citado. Isso, podemos confirmas
também em um texto de Leonardo Boff: “A Terra sujeito de dignidade e de
direitos”, onde ele cita que, por obra dos astronautas, do lado de fora, Terra
e humanidade fundam uma única entidade que não pode ser separada; logo, se elas
são uma só unidade indivisível, “podemos dizer que a Terra participa da
dignidade e dos direitos dos seres humanos”. Por fim, a conclusão que podemos
tirar é que, se quisermos continuar com o planeta que hoje chamamos de “nosso”,
precisaremos cuidá-lo e preservá-lo; amá-lo, não porque ele pode fazer com que
nossas infinitas necessidades sejam satisfeitas (até porque os recursos dela
não são infinitos), mas amá-lo como nossa casa, o que – de uma forma ou outra-
acaba sendo.