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domingo, 7 de dezembro de 2014

Contrato natural

Comentário dos textos “Contrato natural”; “A Terra sujeito de dignidade e de direitos” ambos de Leonardo Boff, que fiz para aula de filosofia e ética na faculdade.

Vivemos uma crise resultante de anos de descuido e descaso com a Terra. Por muito tempo, ignoramos (ou desconhecíamos) o fato de que nossa relação com o planeta é mútua, e não unilateral, onde a Terra nos “serviria” e nós consumiríamos, infinitamente. Isso tem relação com o texto “Contrato natural” de Leonardo Boff; neste texto, ele mostra como ignoramos o contrato natural com o planeta, fazendo valer -somente- nosso contrato social, que serve para formular nossas normas e propósitos em comum, para conduzir nossa vida em sociedade. Michel Serres, em sua obra “O contrato natural”, analisa a maneira como se construíram os parâmetros da ciência e do direito, os contratos instituídos na regulação das relações sociais: o contrato social, o direito natural e a declaração dos direitos do homem, todos eles ignorando a natureza. Para Serres, o peso da humanidade sobre o planeta torna necessário um novo pacto, agora assinado com o mundo: o contrato natural, ele seria –portanto- o que nos instruiria na relação “Terra-homem”, que reconheceria a natureza como portadora de direitos, como todos nós somos. Nossa relação com a natureza não deveria ser de servidão da parte dela, mas sim de abdicação por parte do homem, pois, com as palavras de Leonardo Boff “ou restabelecemos a reciprocidade entre a natureza e o ser humano e rearticulamos o contrato social com o natural, ou então aceitamos o risco de sermos expulsos e eliminados de Gaia”. Além de precisarmos entender a necessidade da criação desse contrato natural, precisamos entender que a Terra é viva, assim como nós, e – por isso- também precisa de dignidade e de direitos, como já foi citado. Isso, podemos confirmas também em um texto de Leonardo Boff: “A Terra sujeito de dignidade e de direitos”, onde ele cita que, por obra dos astronautas, do lado de fora, Terra e humanidade fundam uma única entidade que não pode ser separada; logo, se elas são uma só unidade indivisível, “podemos dizer que a Terra participa da dignidade e dos direitos dos seres humanos”. Por fim, a conclusão que podemos tirar é que, se quisermos continuar com o planeta que hoje chamamos de “nosso”, precisaremos cuidá-lo e preservá-lo; amá-lo, não porque ele pode fazer com que nossas infinitas necessidades sejam satisfeitas (até porque os recursos dela não são infinitos), mas amá-lo como nossa casa, o que – de uma forma ou outra- acaba sendo.

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