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terça-feira, 13 de maio de 2014

Homenagem

Nesta última segunda-feira, dia 12/05/2014, minha avó foi homenageada como a mãe do ano em minha cidade, e eu fui escolhida para fazer a homenagem em nome dos meus primos. Gostei de como ficou e decidi postar o texto aqui no blog.

Quero começar cantando o verso de uma música “Eu tenho tanto para lhe falar, mas com palavras não sei dizer, como é grande o meu amor por você...”, lembrei-me dessa música, pois, quando fui escrever sua homenagem, percebi que havia tanto o que eu poderia dizer que não daria para uma homenagem de poucos minutos. Por isso, decidi falar de algo tão geral e ao mesmo tão particular, não só de nossa família, mas de todas as outras: os almoços de domingo. É engraçado, porque costumamos dizer que domingo é O dia; domingo é o dia que tudo acontece, sejam coisas boas ou ruins e, depois de um tempo, antes de sair de casa eu só penso: “O que será que tem pra hoje?”. Eu tenho algumas recordações: a casa tão cheia que ocupamos umas 3 mesas para o almoço ou das briguinhas que meus primos tinham quando eram crianças. O tempo foi passando e algumas coisas aconteceram, coisas que foram e são, talvez, inevitáveis e irreversíveis, coisas que ás vezes a chateiam e que, até para mim, eram difíceis de aceitar. Diante disso, hoje podemos não ocupar nossas 3 mesas em nossos famosos e esperados almoços de domingo, pela distância ou qualquer outro motivo e, mesmo assim, enquanto pensava sobre o que seria sua homenagem, percebi que, mesmo por qualquer razão, quando se trata da senhora, a família toda faz questão de se reunir. A homenagem que quero tirar de tudo isso é: mesmo que, ás vezes, você não consiga perceber, a senhora é o imã que une nossa família, é a senhora que faz com que nossa família continue sendo uma família de verdade, sem nenhum “porém”, acima de qualquer coisa. Essa homenagem, além de ser para a senhora, é para mostrar a todos que, independente de qualquer coisa, sempre seremos uma família. Hoje pode não ser um almoço de domingo, mas sim um jantar de segunda e, mesmo assim, digo com toda a certeza que, tanto minha vó quanto eu, ficamos imensamente felizes de ver todos nós reunidos, mais uma vez.

sábado, 3 de maio de 2014

Um texto idiota (ou não)

Já parou para pensar que enquanto você lê este texto sua vida toda está mudando? Por que tudo hoje em dia é tão rápido? Estranho isso. Já tive medo de dormir pensando que ia acordar no outro dia com algo completamente diferente, e, ás vezes, isso acontecia mesmo. É engraçado - e assustador - ver que, em 24 horas, ou menos, algo importante - ou não - tenha mudado. Mudou e você nem percebeu. Santa tecnologia. Em menos de 24 horas você perdeu um amigo, não no sentido literal da coisa, mas sim no sentido que o Whatsapp ou chat do Facebook te possibilitou, todavia “perder” no sentido de que, por algo idiota ou não, em questão de minutos vocês se odeiam. Aliás, resolvi escrever esse texto por isso, aliás, também, nem sei como comecei a escrever isso, e talvez essa seja a parte boa da tecnologia, eu, simplesmente, estava no Facebook, olhei uma foto, recordei momentos, abri o Word e comecei a escrever; prático, rápido. Entretanto, tecnologia não é o ponto deste texto. Eu mesma não aguento mais ler ou escrever sobre “Os prós e contras da tecnologia atualmente”, todo mundo está cansado de saber disso, mas não tinha parado para pensar como tudo ao meu redor transforma-se tão rápido. Voltando ao meu amigo (e darei este exemplo já que, aparentemente, foi o motivo pelo qual este texto "nasceu"), não lembro ao certo o dia, mas sei que em questão de horas nós passamos de “bffd’s” que dividem uma faculdade para pessoas que se odeiam... Que se odeiam, será? Será ou não isso é realmente muito engraçado. Engraçado como as relações hoje em dia são tão frágeis. Frágeis como porcelanas. Finas, tênues. E o mais assustador é que não havia percebido isso até começar a escrever esse texto e sabem o por quê? Porque abominava toda essa “clichezação” dos relacionamentos de hoje – e não nos limitemos somente aos amorosos – e agora, por conta de uma sessão de cinema, aparentemente, eu e meu amigo nos “odiamos”. Talvez no passado realmente fosse melhor, fosse mais gostoso, se posso dizer assim. No passado não tínhamos tanto tempo para pensar em coisas que o outro pudesse fazer para nos irritar, e hoje passamos tanto tempo conectados uns aos outros que qualquer coisa nos irrita, nos faz brigar, nos faz perder a cabeça. Não estou dizendo, de maneira alguma, que isso seja ruim (estarmos conectados), estou dizendo que, para variar, exageramos na dose, e todos sabem que tudo em exagero faz mal. Um mundo rápido demais, clichê demais, conectado demais, frágil demais, tudo demais. Mesmo com tudo no demais, até mesmo amigos demais, conhecidos demais, até mesmo com tudo isso, ninguém consegue viver com esses relacionamentos frágeis, perdendo o tempo com coisas fúteis, brigando por coisas mesquinhas... E como perdemos tempo com coisas mesquinhas... Picuinhas, fofoquinhas, briguinhas, intriguinhas, ciuminhos, ofensinhas, provocaçõezinhas... Uma vidinha... Medíocre. Talvez esse texto não tenha nexo nenhum, quem, em sã consciência, resolve falar da briga idiota (ou não), que teve com o amigo também idiota (ou não), para “filosofar idiotamente” (ou não), sobre como a vida anda rápida, frágil e fútil. Talvez tenha sido mais um desabafo ou talvez alguém realmente leia este texto e repense no tempo que está perdendo fazendo tudo com “inha” na própria vida.