Pesquise aqui!

sábado, 3 de maio de 2014

Um texto idiota (ou não)

Já parou para pensar que enquanto você lê este texto sua vida toda está mudando? Por que tudo hoje em dia é tão rápido? Estranho isso. Já tive medo de dormir pensando que ia acordar no outro dia com algo completamente diferente, e, ás vezes, isso acontecia mesmo. É engraçado - e assustador - ver que, em 24 horas, ou menos, algo importante - ou não - tenha mudado. Mudou e você nem percebeu. Santa tecnologia. Em menos de 24 horas você perdeu um amigo, não no sentido literal da coisa, mas sim no sentido que o Whatsapp ou chat do Facebook te possibilitou, todavia “perder” no sentido de que, por algo idiota ou não, em questão de minutos vocês se odeiam. Aliás, resolvi escrever esse texto por isso, aliás, também, nem sei como comecei a escrever isso, e talvez essa seja a parte boa da tecnologia, eu, simplesmente, estava no Facebook, olhei uma foto, recordei momentos, abri o Word e comecei a escrever; prático, rápido. Entretanto, tecnologia não é o ponto deste texto. Eu mesma não aguento mais ler ou escrever sobre “Os prós e contras da tecnologia atualmente”, todo mundo está cansado de saber disso, mas não tinha parado para pensar como tudo ao meu redor transforma-se tão rápido. Voltando ao meu amigo (e darei este exemplo já que, aparentemente, foi o motivo pelo qual este texto "nasceu"), não lembro ao certo o dia, mas sei que em questão de horas nós passamos de “bffd’s” que dividem uma faculdade para pessoas que se odeiam... Que se odeiam, será? Será ou não isso é realmente muito engraçado. Engraçado como as relações hoje em dia são tão frágeis. Frágeis como porcelanas. Finas, tênues. E o mais assustador é que não havia percebido isso até começar a escrever esse texto e sabem o por quê? Porque abominava toda essa “clichezação” dos relacionamentos de hoje – e não nos limitemos somente aos amorosos – e agora, por conta de uma sessão de cinema, aparentemente, eu e meu amigo nos “odiamos”. Talvez no passado realmente fosse melhor, fosse mais gostoso, se posso dizer assim. No passado não tínhamos tanto tempo para pensar em coisas que o outro pudesse fazer para nos irritar, e hoje passamos tanto tempo conectados uns aos outros que qualquer coisa nos irrita, nos faz brigar, nos faz perder a cabeça. Não estou dizendo, de maneira alguma, que isso seja ruim (estarmos conectados), estou dizendo que, para variar, exageramos na dose, e todos sabem que tudo em exagero faz mal. Um mundo rápido demais, clichê demais, conectado demais, frágil demais, tudo demais. Mesmo com tudo no demais, até mesmo amigos demais, conhecidos demais, até mesmo com tudo isso, ninguém consegue viver com esses relacionamentos frágeis, perdendo o tempo com coisas fúteis, brigando por coisas mesquinhas... E como perdemos tempo com coisas mesquinhas... Picuinhas, fofoquinhas, briguinhas, intriguinhas, ciuminhos, ofensinhas, provocaçõezinhas... Uma vidinha... Medíocre. Talvez esse texto não tenha nexo nenhum, quem, em sã consciência, resolve falar da briga idiota (ou não), que teve com o amigo também idiota (ou não), para “filosofar idiotamente” (ou não), sobre como a vida anda rápida, frágil e fútil. Talvez tenha sido mais um desabafo ou talvez alguém realmente leia este texto e repense no tempo que está perdendo fazendo tudo com “inha” na própria vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário