Um acervo que começou no dia 7 de dezembro de 2010 e que acompanha vários momentos da minha vida, deixando registrado a transcrição de memórias, nós na garganta, revoltas, e um mundo de fantasias.
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sábado, 3 de maio de 2014
Um texto idiota (ou não)
Já parou
para pensar que enquanto você lê este texto sua vida toda está mudando? Por que
tudo hoje em dia é tão rápido? Estranho isso. Já tive medo de dormir pensando
que ia acordar no outro dia com algo completamente diferente, e, ás vezes, isso
acontecia mesmo. É engraçado - e assustador - ver que, em 24 horas, ou menos, algo
importante - ou não - tenha mudado. Mudou e você nem percebeu. Santa tecnologia. Em
menos de 24 horas você perdeu um amigo, não no sentido literal da coisa, mas
sim no sentido que o Whatsapp ou chat do Facebook te possibilitou, todavia “perder”
no sentido de que, por algo idiota ou não, em questão de minutos vocês se
odeiam. Aliás, resolvi escrever esse texto por isso, aliás, também, nem sei
como comecei a escrever isso, e talvez essa seja a parte boa da tecnologia, eu, simplesmente, estava no Facebook, olhei uma foto, recordei momentos, abri o Word
e comecei a escrever; prático, rápido. Entretanto, tecnologia não é o ponto
deste texto. Eu mesma não aguento mais ler ou escrever sobre “Os prós e contras
da tecnologia atualmente”, todo mundo está cansado de saber disso, mas não tinha
parado para pensar como tudo ao meu redor transforma-se tão rápido. Voltando ao
meu amigo (e darei este exemplo já que, aparentemente, foi o motivo pelo qual
este texto "nasceu"), não lembro ao certo o dia, mas sei que em
questão de horas nós passamos de “bffd’s” que dividem uma faculdade para
pessoas que se odeiam... Que se odeiam, será? Será ou não isso é realmente muito
engraçado. Engraçado como as relações hoje em dia são tão frágeis. Frágeis como
porcelanas. Finas, tênues. E o mais assustador é que não havia percebido isso
até começar a escrever esse texto e sabem o por quê? Porque abominava toda essa
“clichezação” dos relacionamentos de hoje – e não nos limitemos somente aos
amorosos – e agora, por conta de uma sessão de cinema, aparentemente, eu e meu
amigo nos “odiamos”. Talvez no passado realmente fosse melhor, fosse mais
gostoso, se posso dizer assim. No passado não tínhamos tanto tempo para pensar
em coisas que o outro pudesse fazer para nos irritar, e hoje passamos tanto
tempo conectados uns aos outros que qualquer coisa nos irrita, nos faz brigar,
nos faz perder a cabeça. Não estou dizendo, de maneira alguma, que isso seja ruim (estarmos conectados), estou dizendo que, para variar, exageramos na dose,
e todos sabem que tudo em exagero faz mal. Um mundo rápido demais, clichê
demais, conectado demais, frágil demais, tudo demais. Mesmo com tudo no demais,
até mesmo amigos demais, conhecidos demais, até mesmo com tudo isso, ninguém
consegue viver com esses relacionamentos frágeis, perdendo o tempo com coisas fúteis,
brigando por coisas mesquinhas... E como perdemos tempo com coisas mesquinhas...
Picuinhas, fofoquinhas, briguinhas, intriguinhas, ciuminhos, ofensinhas, provocaçõezinhas...
Uma vidinha... Medíocre. Talvez esse texto não tenha nexo nenhum, quem, em sã consciência,
resolve falar da briga idiota (ou não), que teve com o amigo também idiota (ou
não), para “filosofar idiotamente” (ou não), sobre como a vida anda rápida,
frágil e fútil. Talvez tenha sido mais um desabafo ou talvez alguém realmente
leia este texto e repense no tempo que está perdendo fazendo tudo com “inha” na
própria vida.
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