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domingo, 11 de dezembro de 2016

Playlist da semana - #7: Especial Demi Lovato - Só com lives!

Essa semana, no dia 10 de Dezembro, a Demi fez um show no Z FESTIVAL. Eu não fui, mas mesmo assim foi um dos melhores shows que eu já vi na vida, então nada mais adequado que a playlist ser exclusiva dela e somente cantando ao vivo! You did it.
























Músicas na playlist “atualizadescz” no Spotify!
(:
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Aniversário


Se você não me conhece e tem algum interesse em fazer amizade comigo algum dia, saiba já de antemão que eu levo aniversários muito a sério. Meus amigos já estão cansados de saber disso, todavia, o que ninguém sabe, é que eu tinha dado uma desanimada desse evento tão glorioso.
Fazendo uma retrospectiva rápida, minhas últimas comemorações tiveram uma quantidade considerável de pontos negativos, por exemplo: quando fiz 16 anos a menina que era minha bff na época mentiu que estava passando mal de calor pra não ir na minha festa (a festa, no caso, era um churrasco); quando eu fiz 18 anos, eu me cortei sem querer enquanto me arrumava pra ir na baladinha: desmaiei; atrasei; cheguei lá, ao invés dos meus miguxos comemorarem comigo, todos ficaram falando na minha cabeça como eu tinha atrasado; no de 19 anos, eu dei barraco naquela mesma baladinha, porque a organização me cobrou um preço injusto; e eu pulei o de 17 anos porque foi em uma pizzaria, não tinha como dar algo errado (tirando que o garçom derrubou um pedaço de pizza em uma das convidadas e uma outra chegou atrasada contando que comeu os chocolates que ia me dar de presente no caminho, mas sinceramente, eu só consigo rir disso até hoje).
O que eu tirei de conclusão disso tudo? Que eu não presto pra baladas e que aniversários com comida são melhores do que com bebida alcoólicas, deal with it. Só que falando sério agora, a conclusão que eu cheguei foi que temos que colocar menos expectativas nas pessoas. Você pode não enxergar como aquelas causas fizeram eu chegar nesse resultado, porém, espero que você tenha paciência para ficar aqui até o final e possa tirar suas próprias conclusões.
Esse ano eu decidi que eu queria comemorar meu aniversário, mas comemorar de verdade, queria festa com bolo pra apagar velinhas e fazer pedido; queria entregar convite; queria encher bexiga; queria comer docinho; e sim, você fez as contas certo, isso tudo pra eu fazer 20 anos. Eu decidi que queria ter uma festa porque percebi que esse meu último ano vivido realmente deveria ser comemorado: depois de muito choro, exames e uma DP, eu - finalmente - consegui ir melhor na faculdade; comecei a trabalhar na AIESEC que - de longe - foi a melhor coisa que fiz desde quando virei universitária; eu me desenvolvi interiormente de uma maneira excepcional; eu almejei meus objetivos e muitos deles eu consegui alcançar. Resumindo: minha transição de 19 pra 20 anos foi sensacional e muito gratificante.
Sendo assim, eu dei uma festa halloween e a cereja do bolo foi que eu me vesti de unicórnio (e sério, eu nunca fiquei tão feliz na vida de ter um chifre). Convidei muitas pessoas, na verdade, chegou uma hora que eu fiquei preocupada pelos meus pais, porque eu pensei que iria muita gente, contudo eu estava 100% na onda de deixar a vida me levar. A vida me levou e acabou que nem foi tanta gente assim. E agora chegamos ao escopo desse relato.
Eu fiquei preocupadíssima com quem eu iria chamar, achando que se eu não convidasse tal pessoa, ela ficaria chateada comigo, logo, rolou aquele famigerado "convite por consideração". E a parte mais tapa na cara pra mim foi que, algumas vezes, eu ia super feliz convidar a pessoa e a resposta dela não era na mesma intensidade que a minha. Ela (e aqui uso "ela" no feminino e singular porque falei pessoa ali, é só pra rolar a concordância verbal, não é indireta, juro) não estava disposta a sair do conforto de sua cidade ou da sua zona de conforto pra ir no meu aniversário, e, toda vez que eu via esse misto de indiferença/sinceridade a minha primeira reação era ficar chateada, já que pra mim a festa desse ano seria tão especial.
Quando eu me peguei remoendo esses sentimentos ruins, foi quando eu tive um insight fenomenal: você não pode impor que a outra pessoa sinta as coisas na mesma intensidade que você, porque cada um é um, e cada um sente e vive da maneira que pra ele valha a pena e seja certo e suficiente, e isso me parece tão óbvio agora e eu sei o quão óbvio pode ser pra você.
Entretanto, entender que cada pessoa vive seus sentimentos em intensidades diferentes tem sido um dos exercícios mais difíceis para mim. Por isso, percebi que a melhor forma de lidar com "problema" é, justamente, não colocar expectativas nos outros.
No final, o que importa não é se duas pessoas estão ligadas na mesma voltagem, mas sim se ali dentro tem algo de verdadeiro. Enquanto eu posso ser 220V, você pode ser 110V e o objetivo é que saibamos viver com isso sem que alguém saia queimado dessa relação.

Feminismo é igualdade e não superioridade!

sábado, 28 de maio de 2016

Top 5 - #6: Remixes que são tão bons quanto as músicas originais

1: Teacher - Nick Jonas

Original

Young Bombs Remix

2: Good for you - Selena Gomez ft. A$AP Rocky

Original

KASBO Remix

3: Skyscraper - Demi Lovato

Original

Wizz Dumb Remix


4: Confident - Demi Lovato

Original

VARA Remix

5: End of time - Beyoncé

Original
 

JIMEK Remix

(:

sábado, 21 de maio de 2016

Give me love - Ed Sheeran


"Give me love like her,
'Cause lately I've been waking up alone,
Pain splattered teardrops on my shirt..."

segunda-feira, 14 de março de 2016

Playlist da semana - #5

(Eu não consigo parar de ouvir, não aguento mais Ariana, SOS!)





Todas as músicas na playlist "atualizadescz", no Spotify!

terça-feira, 8 de março de 2016

8 de Março e a música












"Ensinamos as meninas a se encolherem
Para se tornarem ainda mais pequenas
Dizemos para meninas
'Você pode ter ambição
Mas não muita
Você deve ansiar para ser bem sucedida
Mas não muito bem sucedida
Caso contrário, você vai ameaçar o homem'
Porque sou do sexo feminino
Esperam que eu almeje o casamento
Esperam que eu faça as escolhas da minha vida
Sempre tenha em mente que
O casamento é o mais importante
Agora o casamento pode ser uma fonte de
Alegria, amor e apoio mútuo
Mas por que ensinamos as meninas a ansiar ao casamento
E não ensinamos a mesma coisa para os meninos?
Criamos as meninas para serem concorrentes
Não para empregos ou para conquistas
Que eu acho que podem ser uma coisa boa
Mas, para a atenção dos homens
Ensinamos as meninas que não podem ser seres sexuais
Da mesma forma que os meninos são
Feminista - a pessoa que acredita na vida social
Igualdade política e econômica entre os sexos"
- Chimamanda Ngozi Adichie


sábado, 5 de março de 2016

Top 5 - #4: Jout Jout

Porque ela merece.







*Extra!*



Carta aos desinteressados - Esteban



“Só quero tomar conta de mim e esquecer vocês
Dar meu tiro pro alto, fazer errado só mais uma vez
Só quero que isso chegue ao fim, até o fim do mês
Vou aprender a me fazer de louco, pra não perder a minha lucidez

Quem são os mal educados que querem me educar?
Como eu devo agir, prosseguir e lutar
Sempre dizendo o que é melhor pra mim
Sempre tentando arrancar algo de mim
(...)
Quem vocês pensam que sou?
Quem vocês acham que são?

Ninguém vai me segurar quando eu cair no chão…”

quinta-feira, 3 de março de 2016

Nino e Cherri - Uma breve história

Eles foram os primeiros animais que tive (tirando um monte de peixinhos que eu ganhava em feiras de ciências do colégio e que morriam bem - bem - cedo).
O primeiro foi o Nino, ele era dos meus pais, na verdade. Meus pais pegaram ele quando ainda moravam em São Paulo, e aí, quando eles vieram para o interior, ele veio junto. Nino era o queridinho deles, foi seu primeiro filho, por isso, ele me odiava. Sério, aquele gato não gostava de mim de jeito nenhum. Eu e ele compartilhamos apenas uma história (que eu já contei para todo mundo): um dia, ele estava deitado na cadeira da copa, eu estava passando e fiquei olhando para ele, ali, dormindo, fiquei pensando "Ah, ele está dormindo, vou fazer um carinho" (e sim, eu nunca passava a mão nele, porque ele quase me avançava). Então, quando fui passar a mão nele, ele acordou e me arranhou. Fiquei inconformada (e traumatizada), mas tudo bem, ele não me aceitava, mas eu o aceitava. Nino era grande, gordo, branco e preto. Ele tinha um bonézinho laranja também, contudo acho que nunca o vi usando o boné ao vivo, só em fotos. Depois que chegou de São Paulo, Nino morou um tempo na casa da minha vó, enquanto meus pais construíam a casa deles. Eu ainda não tinha nascido, só sei das histórias que me contam. 1) Nino abria a geladeira e roubava comida (sério, essa é uma cena que eu daria tudo para me lembrar-me, porque com certeza ele fez isso alguma vez depois que eu já havia nascido e era maiorzinha, mas eu não me recordo). 2) Nino era meio safado, eu acho e adorava implicar com uma outra gatinha que morava na minha vó. Tem uma história dos dois que é mais ou menos o seguinte: ela estava grávida, e um dia o Nino foi correr atrás dela, quando ela (Naninha ou Bidinha, não tenho certeza de qual das duas era) foi pular para escapar dele, o filhotinho nasceu! Sim, ela pulou e o gatinho saiu. Só um inclusive, o que é bem raro. 3) Parece-me que ele era bem esperto, tinha total cara de machão alfa.
Cherri foi minha primeira cachorra, era uma poodle que minha tia me deu. Como uma poodle que se preze, Cherri era "mó louca". Corri para todo lado, latia sem parar. Confesso que não consigo me lembrar de quase nada dela. Tanto no meu período com ela e com o Nino eu era muito nova, então fui perdendo minhas memórias ao longo do tempo, por isso, não irei me alongar falando sobre Cherri. Acho que ela se dava +/- bem com Nino e dormia do lado de fora de casa porque fazia muita bagunça. Ah, o nome dela veio de um perfume.
Infelizmente, nossa história foi encurtada por algum ser humano horrível. A Cherri tinha mania de comer a ração do Nino e Nino comia a comida de Cherri. Um dia quando acordamos, os dois haviam falecido. Jogaram veneno para Cherri e o Nino acabou comendo. Naquela época eu não entendia direito o que acontecera. O que eu me lembro direitinho é que, nos dias que precederam ao do falecimento deles, eu ficara revoltadíssima. Eu queria fazer uma investigação. Eu tinha na minha cabeça que iria acabar descobrindo quem havia feito aquilo e que faria de tudo para colocá-los na cadeia (talvez eu ainda não tenha desistido da ideia).

Foi uma breve história, que sou agradecida por ter vivido.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Mel

A descrição da Mel é a seguinte: cadela misturada com labrador e salsichinha. Não ouso discordar porque primeiro: ela é grande e forte mesmo e, segundo: ela ama salsicha. Brincadeira, ela parece mesmo meio misturada das duas raças (e a parte dela amar salsicha é verídica).
Um amigo do meu pai deu a Mel para a gente. Ninguém tinha muita noção que aquela coisinha tão fofa, pequenininha, cor de mel (óbvio) iria se tornar nessa grandona meio destrambelhada. Aqui em casa a gente fala que ela cresceu só de tamanho, porque, até hoje, ela age como uma criançona. Ela é desesperada, parece morta de fome (não pode ver comida que fica louca, aliás, ela nem mastiga direito, ela engole), sai pulando em todo mundo e AMA terra, não sei quantas vezes ela já estragou a mini horta do meu pai. Diferente da Duda, ela não enterra os ossos, ela fica lá mordendo-os até acabar.
Mesmo com tudo isso, Mel nunca passou por tantas fortes emoções, a principal - e a pior - foi quando ela foi mamãe. Isso mesmo, ela já deu cria. Um dia, meu pai estava tirando o carro da garagem para me levar para o colégio, ela escapou e só precisou de alguns minutos para, dentro de algum tempo, eu virar tia novamente, mas dessa vez de cachorrinhos! Só que o grande problema foi: Mel era muita nova, foi seu primeiro cio e ela não poderia ter engravidado. Ela ficou muito mal e quase morreu. Teve que tomar vitaminas e etc, porém, todo processo foi muito difícil para ela, desde a gravidez, até a amamentação e tudo mais. Logo, eu passava muito tempo com os filhotinhos, lembro que chegou uma hora que a Mel estava meio que "deixando eles pra lá", porque estava cansada, mas eles ainda eram meio novos, então peguei todos e levei pro meu quarto, passei uns dias com todos na minha cama, dormia todo mundo junto. Depois de um tempo, tivemos que dá-los, não foi fácil, mas até alguns meses atrás, uma delas morava do lado de casa (inclusive latia igual a mãe).
Antes disso, as primeiras semanas da Mel foram difíceis. Ela pegava carrapatos muito fácil e era uma luta diária, minha, da minha mãe e dela para tirá-los. Fora isso, ela cresceu forte e saudável, tirando que em uma das patas traseiras ela tem um "dedinho" que é mole. Desde que ela era filhote meus pais falavam que podia tirar, contudo eu nunca deixei porque tinha dó, então ficou.
Bom, também tem o fato de que ela definitivamente NÃO SABE se comportar na rua. Toda vez que a gente vai sair é um dilema. Ela encrenca com todos os cachorros, pára em todos os lugares possíveis e impossíveis. Uma vez, estávamos eu, ela e Duda na praça na fonte (umas das coisas mais legais e decentes aqui da cidade), eu estava ouvindo música, nós andando tranquilamente, até que ela parou e começou a latir, pensei: "Mais um...", quando olhei para trás... Era um cachorro enorme, ele era muito grande, mas MUITO grande. A cena era a seguinte: Mel tentando atacar o cachorro,  Duda com cara de paisagem sem entender nada, tinha uma espécie de bar em frente, cheio de gente, que parou para olhar e não mexeu um dedo para ajudar (típico) e eu tentando disfarçar a cara de pânico tentando resolver a situação, e ah, claro, o cachorro, que no começo não estava dando bola, mas depois começou a latir de volta. No final eu consegui arrastar a Mel de lá, e arrastar MESMO, ela usa aquelas coleiras que enforca, então eu comecei a fazer tanta força que ela sabia que se não mexesse iria acabar se machucando (e sim, tive que usar a força, porque -  basicamente - não tinha mais nada que eu pudesse fazer ou eu não conseguia achar outra solução na hora). Voltamos para casa: Mel com cara de satisfeita, Duda com cara e x a u s t a, e eu, dando bronca na Mel com as pernas titubeando.
Como uma jovenzinha que se preze, Mel tem seus crushes, nenhum correspondido, porque a vida não é justa para ninguém, muito menos para os bichos. Basicamente em cada casa que ela já morou ela teve um crush e eu até a entendendo, porque ela escolhe uns pretendentes bem bonitos, robustos, que impõe respeito.
Mas a Mel assim, meio desengonçada, teimosa, briguenta, brincalhona, esfomeada, adotada, forte, mas, acima de tudo, amorosa, uma bela melhor amiguinha.

terça-feira, 1 de março de 2016

Duda

O que dizer da Duda?
Primeiro, devo começar falando que: tcharãm! Duda é uma cadela! Sim, temos cadelas, duas: Duda e Mel.
Se eu não tiver enganada, Duda é a senhora aqui de casa (ou ela empata com a Miyuki), mas quando a pegamos ela já era uma mocinha crescida. Lembra que eu disse que ela LITERALMENTE entrou em casa? Pois bem, a história é a seguinte: era aniversário da minha mãe, nessa casa em questão o portão era de grade. Eu não lembro muito bem o que tinha acontecido antes, mas o que aconteceu depois foi: ela tentava entrar em casa quando chegava gente e não deixavam. Uma hora, estávamos na sala e ela aparece lá na porta. Sim, ela passou pela grade (e ela não era magrinha não viu? Não é, inclusive). Acabamos ficando com ela. Como você coloca na rua de novo uma cadela que PASSOU PELA GRADE DO SEU PORTÃO só para ficar com você? Pois é, não tem como.
Duda tinha alguns traumas (tinha, porque tudo indica que ela sarou): ela começava a chorar quando ouvia a música do caminhão de gás (essa: youtube.com/watch?v=Z3gGJx34tfw) e odiava andar de carro. Ela morria de preguiça de andar de coleira. Umas das primeiras coisas que a gente comprou quando pegamos ela foi - justamente - a coleira, porque, poxa, ela é uma cachorra e eu finalmente teria a oportunidade de sair por aí protegida com minha cachorrinha, mas... não foi bem assim que aconteceu. A primeira vez que tentamos era um Domingo, teria, tipicamente, o almoço de família na casa da vó, que eram a uns quatro quarteirões de casa. Colocamos a coleira, saímos. Ela não deu quatro passos e brecou. Fomos puxando, quem sabe com um empurrãozinho ela não pega impulso. Não deu. Meu pai teve que levar ela no colo até na minha vó (observação: ela tem apelido de "leitoinha").
Além de ter sido deixada na rua, Duda já passou por poucas e boas, uma delas pode ter sido o motivo de a terem abandonado. Um tempo depois, ela quase morrera. Meu pai e eu achávamos que ela estava grávida, mas minha mãe não acreditava nessa teoria. Ela ficava todo dia falando que tinha alguma coisa errada com a Duda e meu pai dizendo que ela só estava grávida e etc. Até que, um dia, minha mãe de manhã cedo decidiu que ia levá-la para o veterinário, e levou. O que aconteceu foi o seguinte: se minha mãe não tivesse levado ela, ela - provavelmente - teria morrido durante a noite. Ela estava com infecção de útero bem avançada (o que fez com que ela ficasse inchada e meu pai achasse que ela estava grávida, por exemplo). Ela teve que fazer cirurgia de emergência para a retirada do útero e, nem o veterinário tinha muitas esperanças, segundo ele, mesmo com a cirurgia não teria como ter certeza se ela sobreviveria ou não, mas ela sobreviveu. No pós operatório ela foi super mimada: só podia comer certas coisas, dormia no quarto dos meus pais, tinha uma super caminha e etc. Um fato interessante a ser contado é que, quando ela foi tirar os pontos, eu desmaiei na sala (um dos motivos que fez eu desistir de ser médica ou veterinária), enfim.
Outro susto que ela nos deu foi agora, um mês atrás mais ou menos. Estávamos saindo para passear: eu, ela e Mel (e sim, ela aprendeu a andar de coleira - graças a Mel) e, quando chegamos na esquina de casa, ela começou a sangrar pelo nariz. Entrei em pânico, voltamos para casa. Chegamos a conclusão que ela está muito velhinha para andar agora.
Nunca saberemos se ela já deu cria, porque não conhecemos sua história antes de chegar para nós, mas podemos dizer que ela virou mãe da Mel, que foi pega uns anos depois. Ela sempre cuidou da Mel: dá banho, faz carinho, brinca, dá bronca quando ela saí de casa.... coisas maternais.
Agora, um recado: se foi você quem abandou essa cachorrinha, que parece um leitoinha, toda marrom, olhos castanhos, patinhas mais curtas, dócil e companheira... Você não sabe o que perdeu (além do seu coração).
Essa é Duda: guerreira, manja dos rebolados, mãe adotiva, lerdinha, amável. Uma cadelinha que vale seu título de melhor amiga do homem.  

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Recordações

Safira, Jade, Tom, Jerry, Milk... Infelizmente, comecei a esquecer-me dos nomes, mas espero que nunca me esqueça deles.
Já tive muitos gatos, mas muitos mesmo. Em dois períodos, aqui em casa chegaram a ter uns 20. Eu era apaixonada pelos filhotinhos, era uma dor vê-los irem embora. Eu via - literalmente- eles nascerem, dava leite na mamadeira quando a mãe já tinha esgotado (ou de leite ou de paciência mesmo), limpava os olhos quando infeccionavam, tomava todo cuidado do mundo para não pegá-los se tivesse lavado a mão ou passado perfume (porque se eles ficarem com outro cheiro a mãe pode rejeitá-los), aprendia como segurar pelo cangote. Eu cresci no meio disso tudo.
Tantas histórias... Milk, por exemplo, é a gata que chegou e não conseguiu enturmar-se com nenhum outro gato (ela sofria bullying, sério), só conseguiu fazer amizade com a Duda, uma cachorrinha que - literalmente- entrou em casa, mas fica para a próxima. Também teve um dia que ela caçou um lagarto, enorme, gigantesco, mas muito grande mesmo, trouxe para a sala e passou a tarde toda degustando o coitado (fiquei meio traumatizada com isso, porém a gente supera). Ela acabou sumindo, mas a gente meio que já esperava, ela só ia em casa para comer, beber, dar um oi para a Duda e depois ia embora, acostumamo-nos.
Bom, temos que falar da Safira, ah, Safira... Perdi as contas de quantas vezes ela deu cria. E não, não dava nem tempo de a gente tentar marcar uma castração que ela já aparecia grávida de novo. Se ela tivesse um perfil no falecido Orkut seria 100% sexy. Ela era muito brava, mas eu e ela tínhamos uma... conexão (particularmente eu acho que tenho uma conexão com todos os animais, mas acho que nunca vou saber se isso é verdade ou se é só porque eu amo eles, enfim), desconfio disso por conta de duas situações: uma vez fui para Franca de férias e, segundo o especialista em gatos, meu pai, quando eu voltasse a Safira já teria dado cria. Demorei mais que o previsto e nada daqueles filhotinhos nascer, mas, no dia que eu cheguei, a dita cuja miou: "Hoje! É hoje!". Eu nunca gostei de assistir os partos, é muito sofrimento, então, quando a bolsa dela estourou eu falei: "Olha, vou lá pro quarto, daqui a pouco eu volto". Acontece que (se você tem estômago fraco, feche os olhos) ela saiu com o gatinho pendurado, nascendo, atrás de mim. Sim, ela fez isso. Então eu tive que voltar, e ficar do lado dela esperando nascer todo mundo. Senti-me honrada, mas assim...Não precisava, sabe? Outra vez, ela também estava dando cria, entretanto, nesse dia, eu estava sozinha em casa. Eu, ela, e uma bolsa estourada. Quando vi, liguei pro meu pai desesperada tipo: "Olha, tá nascendo! O que eu faço?! Não quero assistir!" e ele disse algo tipo: "Eu estou trabalhando, daqui a pouco chego". Eu fui esconder-me no meu quarto - de novo - e não deu outra: ela saiu de onde tava e deu cria na porta no meu quarto. Lembrando assim, acho que fui uma péssima irmã e companheira, mas eu juro que dei o meu melhor (fugindo). Agora, a última história da Safira, e a pior. Acho que nem deveria contar, mas vou contar sim, o mundo animal é fogo... Então, novamente, se você tem estômago fraco, pule para o próxima parágrafo. Em uma das vezes, Safira deu cria dentro daquelas "poltronas do papai", sabe? Aquelas que reclina. E, como habitualmente, antes de ir para o colégio eu dava uma olhadinha neles, pegava, via se tava tudo bem e etc. Mas, esse dia... Esse dia não foi como o habitual. Quando fui pegar um filhotinho ele estava... Sem cabeça. Pronto, falei. Eu não lembro direito qual foi minha reação, contudo eu devo ter entrado em colapso. Safira havia comido a cabeça do filhote. Meus pais foram no veterinário para perguntar porque diabos ela poderia ter feito aquilo e ele disse que foi porque, provavelmente, ela estava sentindo falta de alguma vitamina. Daquele dia em diante, ela sempre tomava remédios quando dava cria.
Agora temos o Tom, ele era filho da Safira, tinha todo o potencial para ser o alfa da casa: grande, forte, gordo, lindo, rajado com cinza. Foi um dos primeiros de sua cria que a gente deu. Ele foi para um rancho, bem longe de casa. Achávamos que nunca mais o veríamos, ledo engano. Uns dias depois, ele aparece lá em casa. Bem mais magro, sujo, cansado. Ele fugiu do lugar em que estava e foi farejando, dias e dias até chegar em casa. Depois disso, ninguém nem pensava em dá-lo de novo.
Jerry, como eu senti sua falta. Jerry era irmão de Tom, e ele era MUITO LOUCO. Ele era preto misturado com branco, lembrava o Nino (o primogênito dos meus pais, fica para a próxima). Minha mãe acha que foi culpa dela ele ser meio destrambelhado (ela tropeçou na Safira quando ela estava grávida deles, nunca saberemos essa foi a verdadeira a causa). Ele era meio desorientado, hiperativo, loucão. Corria para brincar até com as cachorras, não tinha o mínimo senso do perigo. Ele era amado, muito amado. Lógico que a gente gostava de todos, brincava com todos, mas Jerry era daqueles que você, simplesmente, ficava encantado por ele ser... Ele. Mas, talvez por conta de toda sua agitação, ele morreu cedo. Nós morávamos em uma casa que era bem grande, tinha um quintal e garagem enormes e, uma parte, era fechada, onde tinham mesa, rede e etc. Quando eu chegava já ia direto atrás deles, porque sempre ficavam os gatos, as cachorras, todo mundo por lá. Nesse dia eu cheguei com meu pai, já estava indo pegar o Tom, ele estava deitado na cadeira, com a cabeça pendurada para baixo, até que meu pai falou algo como: "Pera aí, acho que tem alguma coisa errada". Ele falecera. Parece que ele teve um infarto, ele havia espumado pela boca e enfim... Foi muito triste. Passei o resto do dia em negação. Todos sofremos, principalmente Safira, que mesmo depois que havia passado uns dias, ficava procurando por ele pela casa. Então, Jerry, muitas pessoas acreditam que você era só um gato, na verdade, muita gente acha que animais são só animais, e eu não acredito nisso, logo, quero registrar que você pode ter passado pouco tempo com a gente, mas você foi muito amado.
É, meus gatos são e foram incríveis. Amei intensamente cada um. Não passei tanto tempo com todos os quase 50 gatos que já tive ao longo desse tempo, como tenho passado com Miyuki ou o Balu - por exemplo - porque, uma hora, nós somos obrigados a nos despedir. Não é fácil, primeiro, financeiramente falando, manter todos eles e, por consequência, não é saudável, para eles mesmo. Gatos - por natureza - precisam manter seu território (não vou me alongar sobre isso, porque não sou expert no assunto, posso acabar falando besteira), por isso, tivemos que doá-los para pessoas em quem confiávamos, que esperávamos (e esperamos) que tenham dado todo amor e carinho para eles.
No final das contas, o que realmente importa, são os momentos que construímos com cada um. Contei só alguns dele, mas nossa família - meus pais, eu, nossos gatos, nossas cadelas - passamos por um monte de coisa, épocas boas e ruins que espero nunca esquecer, porque tudo vira aprendizado.

Da minha infância/juventude cercada de filhotinhos, vendo eles nascerem, crescerem, reproduzirem e, infelizmente, morrerem, eu sinto saudade, mas guardo o amor.
I'll always remember you - Miley Cyrus


"Always knew after all these years
There'd be laughter there'd be tears
But never thought that I'd walk away
with so much joy but so much pain
And it's so hard to say goodbye

But yesterday's gone we gotta keep moving on
I'm so thankful for the moments so glad I got to know ya
The times that we had I'll keep like a photograph
And hold you in my heart forever
I'll always remember you"

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Miyuki

Tem ar de metidinha - o que era de se esperar já que é a única que não foi adotada aqui em casa. É mineira, veio lá de Uberaba. Escorpiana (nasceu em Outubro) e acho que isso também justifica seu gênio forte. Persa: uma bola de pelos cinza com branco, com nariz achatado, as patinhas meio tortas, uma mancha no olho inexplicável e fica hilária quando pega gripe. Dorme mais do que qualquer um aqui em casa e é 100% viciada em leite (mas se recusa a tomar leite desnatado - e sim, ela sabe quando não é o integral).
Você pode estar se perguntando, mas como vocês escolheram ela? Simples: eu escolhi ela. Um belo dia chegávamos eu e meus pais ao shopping e, antigamente, havia um petshop lá. Nesse dia tinham uns quatro gatinhos: uma fêmea e três machos, se não me engano. Brincamos com eles. Uns meses antes, uma pessoa - de um dos piores tipos que podem existir - jogara comida com veneno em minha casa, fazendo com que Nino (nosso gato) e Cherri (nossa poodle) morressem, então estávamos sem nenhum animal naquele momento.
Para minha surpresa, quando estávamos indo embora, meus pais disseram que eu ia ganhar um gatinho de natal, eu fiquei muito feliz, lógico, mas aí que vem um impasse: meus pais queriam comprar um macho, porque aí não teria perigo que, dalí uns meses, nossa casa estivesse cheia de filhotes (mal sabiam eles o que aconteceria no futuro não muito distante), contudo, eu não estava satisfeita, fiquei naquela indecisão, até que fiz meu veredito (o qual lembro como se fosse ontem): "Eu quero a fêmea porque não vou deixar ela sozinha com esse monte de macho". Bom, compramos ela então. Miyuki, tadinha, passou na viagem e outras várias vezes (para a alegria de todos, ela parou de enjoar quando anda de carro).
Foi super mimada, não sei quantos lacinhos, tiarinhas e não sei mais o que compramos...Ela sempre estragava tudo. Era bem ativa, amava escalar uma cortina que tinha na sala, brincava e etc, mas aí duas coisas aconteceram em sua vida: Balu e castração. Ela nunca aceitou muito bem o coitado (lembra? ele vive na friendzone), ele mal chega perto dela e ela já mostra os dentes. Brigam, brigam e brigam. E a castração, bem... Tenho pra mim que ela ficou traumatizada, meus pais insistem que não, mas ela nunca mais foi a mesma depois da cirurgia, enfim.
Como já disse antes, ela é meio turrona, então ela ama (ou amava) ir atrás dos gatos da rua para mostrar "quem é que manda". Por isso, um dia, não tenho certeza se em 2014 ou 2015, ela sumiu. Eu passo a semana fora por conta da faculdade, então, quando cheguei na sexta-feira minha mãe me disse algo como: olha, a Miyuki está sumida desde do começo da semana, a gente já fez de tudo, mas nada dela ainda, talvez ela ainda apareça, mas... Mas... Chorei, devo ter ficada uma hora chorando sem parar de desespero, ia na garagem, voltava, balançava ração, chamava, tudo que meus pais com certeza já tinham feito, mas eu estava desesperada. Voltei pro meu quarto, continuei chorando. Eu me lembro até que já tinha feito aqueles textos em homenagem para postar no Facebook e etc, porque eu precisava fazer alguma coisa, porém, quando eu menos esperava, olho para o lado, surge Miyuki, vindo correndo da porta da cozinha, foi direto para o pote de ração. Fui atrás dela pensando "acho que estou ficando louca...", mas ela estava lá mesmo! Gritei minha mãe. Ligamos pro meu pai. Um final feliz.
Mudamos para uma casa bem mais tranquila, então, atualmente, a vida dela é só na paz (tirando o Balu, lógico).
Brava, carente, dorminhoca, gulosa, viciada em leite, engraçadíssima quando fica molhada para tomar banho, uma gata de fases... mas muito amada.  

sábado, 27 de fevereiro de 2016


Belive in me - Demi Lovato


"I'm losing myself
Trying to compete
With everyone else
Instead of just being me
Don't know where to turn
I've been stuck in this routine
I need to change my ways
Instead of always being weak

I don't wanna be afraid
I wanna wake up feeling
Beautiful today
And know that I'm okay
Cause' everyone's perfect in unusual ways
You see, I just wanna believe in me..."