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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Miyuki

Tem ar de metidinha - o que era de se esperar já que é a única que não foi adotada aqui em casa. É mineira, veio lá de Uberaba. Escorpiana (nasceu em Outubro) e acho que isso também justifica seu gênio forte. Persa: uma bola de pelos cinza com branco, com nariz achatado, as patinhas meio tortas, uma mancha no olho inexplicável e fica hilária quando pega gripe. Dorme mais do que qualquer um aqui em casa e é 100% viciada em leite (mas se recusa a tomar leite desnatado - e sim, ela sabe quando não é o integral).
Você pode estar se perguntando, mas como vocês escolheram ela? Simples: eu escolhi ela. Um belo dia chegávamos eu e meus pais ao shopping e, antigamente, havia um petshop lá. Nesse dia tinham uns quatro gatinhos: uma fêmea e três machos, se não me engano. Brincamos com eles. Uns meses antes, uma pessoa - de um dos piores tipos que podem existir - jogara comida com veneno em minha casa, fazendo com que Nino (nosso gato) e Cherri (nossa poodle) morressem, então estávamos sem nenhum animal naquele momento.
Para minha surpresa, quando estávamos indo embora, meus pais disseram que eu ia ganhar um gatinho de natal, eu fiquei muito feliz, lógico, mas aí que vem um impasse: meus pais queriam comprar um macho, porque aí não teria perigo que, dalí uns meses, nossa casa estivesse cheia de filhotes (mal sabiam eles o que aconteceria no futuro não muito distante), contudo, eu não estava satisfeita, fiquei naquela indecisão, até que fiz meu veredito (o qual lembro como se fosse ontem): "Eu quero a fêmea porque não vou deixar ela sozinha com esse monte de macho". Bom, compramos ela então. Miyuki, tadinha, passou na viagem e outras várias vezes (para a alegria de todos, ela parou de enjoar quando anda de carro).
Foi super mimada, não sei quantos lacinhos, tiarinhas e não sei mais o que compramos...Ela sempre estragava tudo. Era bem ativa, amava escalar uma cortina que tinha na sala, brincava e etc, mas aí duas coisas aconteceram em sua vida: Balu e castração. Ela nunca aceitou muito bem o coitado (lembra? ele vive na friendzone), ele mal chega perto dela e ela já mostra os dentes. Brigam, brigam e brigam. E a castração, bem... Tenho pra mim que ela ficou traumatizada, meus pais insistem que não, mas ela nunca mais foi a mesma depois da cirurgia, enfim.
Como já disse antes, ela é meio turrona, então ela ama (ou amava) ir atrás dos gatos da rua para mostrar "quem é que manda". Por isso, um dia, não tenho certeza se em 2014 ou 2015, ela sumiu. Eu passo a semana fora por conta da faculdade, então, quando cheguei na sexta-feira minha mãe me disse algo como: olha, a Miyuki está sumida desde do começo da semana, a gente já fez de tudo, mas nada dela ainda, talvez ela ainda apareça, mas... Mas... Chorei, devo ter ficada uma hora chorando sem parar de desespero, ia na garagem, voltava, balançava ração, chamava, tudo que meus pais com certeza já tinham feito, mas eu estava desesperada. Voltei pro meu quarto, continuei chorando. Eu me lembro até que já tinha feito aqueles textos em homenagem para postar no Facebook e etc, porque eu precisava fazer alguma coisa, porém, quando eu menos esperava, olho para o lado, surge Miyuki, vindo correndo da porta da cozinha, foi direto para o pote de ração. Fui atrás dela pensando "acho que estou ficando louca...", mas ela estava lá mesmo! Gritei minha mãe. Ligamos pro meu pai. Um final feliz.
Mudamos para uma casa bem mais tranquila, então, atualmente, a vida dela é só na paz (tirando o Balu, lógico).
Brava, carente, dorminhoca, gulosa, viciada em leite, engraçadíssima quando fica molhada para tomar banho, uma gata de fases... mas muito amada.  

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