Eles foram os primeiros animais que tive (tirando um monte de peixinhos que eu ganhava em feiras de ciências do colégio e que morriam bem - bem - cedo).
O primeiro foi o Nino, ele era dos meus pais, na verdade. Meus pais pegaram ele quando ainda moravam em São Paulo, e aí, quando eles vieram para o interior, ele veio junto. Nino era o queridinho deles, foi seu primeiro filho, por isso, ele me odiava. Sério, aquele gato não gostava de mim de jeito nenhum. Eu e ele compartilhamos apenas uma história (que eu já contei para todo mundo): um dia, ele estava deitado na cadeira da copa, eu estava passando e fiquei olhando para ele, ali, dormindo, fiquei pensando "Ah, ele está dormindo, vou fazer um carinho" (e sim, eu nunca passava a mão nele, porque ele quase me avançava). Então, quando fui passar a mão nele, ele acordou e me arranhou. Fiquei inconformada (e traumatizada), mas tudo bem, ele não me aceitava, mas eu o aceitava. Nino era grande, gordo, branco e preto. Ele tinha um bonézinho laranja também, contudo acho que nunca o vi usando o boné ao vivo, só em fotos. Depois que chegou de São Paulo, Nino morou um tempo na casa da minha vó, enquanto meus pais construíam a casa deles. Eu ainda não tinha nascido, só sei das histórias que me contam. 1) Nino abria a geladeira e roubava comida (sério, essa é uma cena que eu daria tudo para me lembrar-me, porque com certeza ele fez isso alguma vez depois que eu já havia nascido e era maiorzinha, mas eu não me recordo). 2) Nino era meio safado, eu acho e adorava implicar com uma outra gatinha que morava na minha vó. Tem uma história dos dois que é mais ou menos o seguinte: ela estava grávida, e um dia o Nino foi correr atrás dela, quando ela (Naninha ou Bidinha, não tenho certeza de qual das duas era) foi pular para escapar dele, o filhotinho nasceu! Sim, ela pulou e o gatinho saiu. Só um inclusive, o que é bem raro. 3) Parece-me que ele era bem esperto, tinha total cara de machão alfa.
Cherri foi minha primeira cachorra, era uma poodle que minha tia me deu. Como uma poodle que se preze, Cherri era "mó louca". Corri para todo lado, latia sem parar. Confesso que não consigo me lembrar de quase nada dela. Tanto no meu período com ela e com o Nino eu era muito nova, então fui perdendo minhas memórias ao longo do tempo, por isso, não irei me alongar falando sobre Cherri. Acho que ela se dava +/- bem com Nino e dormia do lado de fora de casa porque fazia muita bagunça. Ah, o nome dela veio de um perfume.
Infelizmente, nossa história foi encurtada por algum ser humano horrível. A Cherri tinha mania de comer a ração do Nino e Nino comia a comida de Cherri. Um dia quando acordamos, os dois haviam falecido. Jogaram veneno para Cherri e o Nino acabou comendo. Naquela época eu não entendia direito o que acontecera. O que eu me lembro direitinho é que, nos dias que precederam ao do falecimento deles, eu ficara revoltadíssima. Eu queria fazer uma investigação. Eu tinha na minha cabeça que iria acabar descobrindo quem havia feito aquilo e que faria de tudo para colocá-los na cadeia (talvez eu ainda não tenha desistido da ideia).
Foi uma breve história, que sou agradecida por ter vivido.
Nenhum comentário:
Postar um comentário