Pesquise aqui!

terça-feira, 1 de março de 2016

Duda

O que dizer da Duda?
Primeiro, devo começar falando que: tcharãm! Duda é uma cadela! Sim, temos cadelas, duas: Duda e Mel.
Se eu não tiver enganada, Duda é a senhora aqui de casa (ou ela empata com a Miyuki), mas quando a pegamos ela já era uma mocinha crescida. Lembra que eu disse que ela LITERALMENTE entrou em casa? Pois bem, a história é a seguinte: era aniversário da minha mãe, nessa casa em questão o portão era de grade. Eu não lembro muito bem o que tinha acontecido antes, mas o que aconteceu depois foi: ela tentava entrar em casa quando chegava gente e não deixavam. Uma hora, estávamos na sala e ela aparece lá na porta. Sim, ela passou pela grade (e ela não era magrinha não viu? Não é, inclusive). Acabamos ficando com ela. Como você coloca na rua de novo uma cadela que PASSOU PELA GRADE DO SEU PORTÃO só para ficar com você? Pois é, não tem como.
Duda tinha alguns traumas (tinha, porque tudo indica que ela sarou): ela começava a chorar quando ouvia a música do caminhão de gás (essa: youtube.com/watch?v=Z3gGJx34tfw) e odiava andar de carro. Ela morria de preguiça de andar de coleira. Umas das primeiras coisas que a gente comprou quando pegamos ela foi - justamente - a coleira, porque, poxa, ela é uma cachorra e eu finalmente teria a oportunidade de sair por aí protegida com minha cachorrinha, mas... não foi bem assim que aconteceu. A primeira vez que tentamos era um Domingo, teria, tipicamente, o almoço de família na casa da vó, que eram a uns quatro quarteirões de casa. Colocamos a coleira, saímos. Ela não deu quatro passos e brecou. Fomos puxando, quem sabe com um empurrãozinho ela não pega impulso. Não deu. Meu pai teve que levar ela no colo até na minha vó (observação: ela tem apelido de "leitoinha").
Além de ter sido deixada na rua, Duda já passou por poucas e boas, uma delas pode ter sido o motivo de a terem abandonado. Um tempo depois, ela quase morrera. Meu pai e eu achávamos que ela estava grávida, mas minha mãe não acreditava nessa teoria. Ela ficava todo dia falando que tinha alguma coisa errada com a Duda e meu pai dizendo que ela só estava grávida e etc. Até que, um dia, minha mãe de manhã cedo decidiu que ia levá-la para o veterinário, e levou. O que aconteceu foi o seguinte: se minha mãe não tivesse levado ela, ela - provavelmente - teria morrido durante a noite. Ela estava com infecção de útero bem avançada (o que fez com que ela ficasse inchada e meu pai achasse que ela estava grávida, por exemplo). Ela teve que fazer cirurgia de emergência para a retirada do útero e, nem o veterinário tinha muitas esperanças, segundo ele, mesmo com a cirurgia não teria como ter certeza se ela sobreviveria ou não, mas ela sobreviveu. No pós operatório ela foi super mimada: só podia comer certas coisas, dormia no quarto dos meus pais, tinha uma super caminha e etc. Um fato interessante a ser contado é que, quando ela foi tirar os pontos, eu desmaiei na sala (um dos motivos que fez eu desistir de ser médica ou veterinária), enfim.
Outro susto que ela nos deu foi agora, um mês atrás mais ou menos. Estávamos saindo para passear: eu, ela e Mel (e sim, ela aprendeu a andar de coleira - graças a Mel) e, quando chegamos na esquina de casa, ela começou a sangrar pelo nariz. Entrei em pânico, voltamos para casa. Chegamos a conclusão que ela está muito velhinha para andar agora.
Nunca saberemos se ela já deu cria, porque não conhecemos sua história antes de chegar para nós, mas podemos dizer que ela virou mãe da Mel, que foi pega uns anos depois. Ela sempre cuidou da Mel: dá banho, faz carinho, brinca, dá bronca quando ela saí de casa.... coisas maternais.
Agora, um recado: se foi você quem abandou essa cachorrinha, que parece um leitoinha, toda marrom, olhos castanhos, patinhas mais curtas, dócil e companheira... Você não sabe o que perdeu (além do seu coração).
Essa é Duda: guerreira, manja dos rebolados, mãe adotiva, lerdinha, amável. Uma cadelinha que vale seu título de melhor amiga do homem.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário