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quarta-feira, 4 de junho de 2014

#FDFNALUTA

Foram, em média, 15 anos dedicados a um fim: passar no vestibular. Muitos pensam que a escolha de uma faculdade começa somente no ensino médio, mas não pensam na pressão que sempre existe em volta, tanto dos familiares, tanto dos amigos, tanto até da mídia. Tal faculdade é isso, tal faculdade é aquilo. E, quando você se dá conta, quer entrar na USP porque a USP sim é a faculdade. Nunca sofri com isso, sempre tive na cabeça que o que queria era uma faculdade boa, que me daria um bom curso e que iria fazer de mim uma ótima profissional. Só escolhi o curso de Direito no terceiro colegial e, quando decidi isso, uma das primeiras faculdades que me falaram foi a FDF. FDF? Mas nunca vi essa tal de FDF na televisão, nunca ouvi falar dela. Será que é boa mesmo? Será que meus 15 anos de estudos serão compensados para sofrer com o vestibular dessa tal FDF? Tentei e passei, de primeira. Imagine a emoção. Era o que eu queria, na faculdade que eu escolhi. Quando disse para família “Passei na FDF!” todos exaltaram mais uma vez o quão boa era a faculdade, faculdade esta com mais de 50 anos de tradição, altos índices de aprovação na OAB entre outras mil e uma qualidades. Primeiro, segundo, terceiro dia de aula. Comecei a ver problemas: do professor carrasco até ao professor que - sinceramente - não tem mais condições para dar aula. Pensei que era normal, afinal, na escola, fazem uma imagem da faculdade como um bicho de sete cabeças pronto a qualquer momento para te jogar para baixo (e digo aqui a vocês, que ainda entrarão na faculdade, que não é tão ruim e impossível como os professores insistem em nos dizer no colégio... Não por enquanto). Mas ai, um belo dia, entrou em discussão: e a Copa?! Descobrimos que teríamos provas na Copa. Não entrarei no mérito se a Copa deveria ou não acorrer no Brasil, porque o ponto do texto não é este, o fato é que, fizemos uma votação e, na época, muitos alunos queria a passagem das provas para Agosto. A direção nem se importou. A partir daí reparei que havia alguma coisa errada. Como os alunos não conseguem sequer valer pelo seu direito de decisão? A faculdade é movida por nós e não temos o direito de decidir quando faremos nossas provas. Só que nós temos esse direito, não porque todo mês temos que pagar nossa mensalidade, mas porque - em 2012 - foi feita a “Lei Geral da Copa” que dava obrigação às Instituições de ensino de ajustarem seus calendários acadêmicos com o evento esportivo. Dois anos para nossa direção dar um jeito nisso. Nosso diretor – simplesmente - disse que a Lei era inconstitucional e facultativa. Isso fez com que uma chama acendesse em nós, alunos, pagantes. Eu tinha cinco meses de aula, era impossível para mim saber dos problemas que minha tradicionalíssima faculdade enfrentava, entretanto, em Assembleia Geral Extraordinária, convocada por nosso D.A., vi que esse era somente o começo do fundo do poço. Posso elencar vários problemas aqui: falta de acessibilidade, falta de paridade no Congresso, falta de atualização da biblioteca, falta de prestação de contas, falta de uma grade curricular mais adequada, falta... Falta de um ensino que seja tão excelente quanto fazem questão de exaltar. Meros boatos. Não são só esses os problemas de minha faculdade, há muitos outros. Inclusive a falta de respeito com nós, alunos. Quero saber o direito que um diretor, ou qualquer outro que trabalhe lá, acha que tem para passar por cima de nossas decisões. Direito para que e para quem? Amo essa frase, afinal, em uma faculdade de Direito o próprio direito não é respeitado. Com certeza há alguma coisa errada. Faço esse texto para mostrar minha indignação. Não me arrependo de ter escolhido o Brejo (apelido carinhosamente dado a FDF), todavia, arrepender-me-ia se não desse minha opinião e não escancarasse o tamanho dos problemas que a Faculdade de Direito de Franca enfrenta. Como uma autarquia municipal, acho que não seria mais do que justo se a Prefeitura desta cidade nos apoiasse, afinal, como disse um caro colega em outra Assembleia feita hoje, dia 4 de Junho de 2014, estamos sozinhos nessa. Por isso, caros brejeiros, espero que toda essa chama não se apague. Estou no primeiro ano, quero melhorias não só para meus próximos quatro anos e meio, mas para os bixos que ano que vem e nós próximos estarão aqui. Esta é nossa faculdade, nós a sustentamos. Não deixem a ânsia por melhoras acabar. Não deixe que a voz autoritária, manipuladora e nada democrática de nossos “comandantes” nos desanimem. Temos que estar unidos, somos um só por nossa querida FDF (e vale ressaltar aqui que brigas internas de nada apoiarão nosso movimento). A Faculdade de Direito de Franca conta com a participação dos estudantes de agora, dos que irão se tornar brejeiros um dia e até dos que já se formaram, porque sei que estes estão sentido orgulho do que estamos fazendo, haja vista que nunca houve, na história da FDF, tamanha mobilização como esta. Por tudo isso, somente encerro com um: AVANTE BREJO! Faça valer o renome que você tem por de trás de seus muros.

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