Um acervo que começou no dia 7 de dezembro de 2010 e que acompanha vários momentos da minha vida, deixando registrado a transcrição de memórias, nós na garganta, revoltas, e um mundo de fantasias.
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Os horrores da Nação
“Pensem nas crianças, mudas telepáticas. Pensem nas meninas, cegas inexatas. Pensem nas mulheres, rotas alteradas. Pensem nas feridas, como rosas cálidas.” Já dizia Vinícius de Moraes... Pensem então no futuro,
alvo das atômicas. Pensem nessas guerras,
cegas de ódio platônico. Pensem nas pessoas, com um terror desarmônico. Pensem, por favor, no que
estamos nos tornando - adoradores do espetáculo das guerras. Pensem nas armas,
nas mortes. Façamos jus ao nosso titulo de animais racionais; não ajamos como
meros bichos mortais. Pensemos antes de agir.A guerra não existe somente
no oriente médio, Coréia do Norte, Coréia do Sul. A guerra tem seus primórdios
de anos atrás. Décadas. Séculos. Milênios. Herança deixada por nossos
antepassados. Os espartanos, por exemplo, viviam na Grécia e tinham como
objetivo único e incontestável fazer homens virarem soldados indestrutíveis e
mulheres uma máquina de filhos para o combate. Pensem que não há luta
somente entre povos diferentes. Há luta entre as espécies, competindo por
espaço, comida e fêmea. Há luta nas cidades, onde assaltantes e bandidos
buscam, na maioria das vezes, uma condição de vida descente. Há luta no
governo, onde políticos quase se matam para manter seu cargo e aparência. Há luta
na cidade grande onde o tempo tem o valor de um diamante e há também na cidade
pequena em que a luta parece invisível. Há luta nas famílias que precisam de um
tratamento especial para um parente doente, mas que não conseguem, assim como
há luta das famílias, onde o horror é um dos maiores. Tantas lutas quase
impossíveis de numerar. Só pensem que não são esses conflitos que movem o
mundo, o mundo é movido por nossas atitudes. A nação que comandamos é construída com o
pensamento de cada um. São os modos de pensar e de agir que irão determinar o
que os próximos anos nos reservarão. Não haverá tantas guerras se um dia
tentarmos esclarecer e resolver as diferenças de modo lógico, não impulsivo. Não
haverá tantas guerras se um dia deixarmos o egoísmo, o egocentrismo e pensarmos
mais no próximo. Não haverá tantas guerras se um dia escutarmos a nossa
consciência. Não haverá guerra se um dia agirmos como humanos.
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