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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Os horrores da Nação

“Pensem nas criançasmudas telepáticasPensem nas meninascegas inexatasPensem nas mulheres, rotas alteradasPensem nas feridascomo rosas cálidas.” Já dizia Vinícius de Moraes... Pensem então no futuro, alvo das atômicas. Pensem nessas guerras, cegas de ódio platônico. Pensem nas pessoas, com um terror desarmônico. Pensem, por favor, no que estamos nos tornando - adoradores do espetáculo das guerras. Pensem nas armas, nas mortes. Façamos jus ao nosso titulo de animais racionais; não ajamos como meros bichos mortais. Pensemos antes de agir.A guerra não existe somente no oriente médio, Coréia do Norte, Coréia do Sul. A guerra tem seus primórdios de anos atrás. Décadas. Séculos. Milênios. Herança deixada por nossos antepassados. Os espartanos, por exemplo, viviam na Grécia e tinham como objetivo único e incontestável fazer homens virarem soldados indestrutíveis e mulheres uma máquina de filhos para o combate. Pensem que não há luta somente entre povos diferentes. Há luta entre as espécies, competindo por espaço, comida e fêmea. Há luta nas cidades, onde assaltantes e bandidos buscam, na maioria das vezes, uma condição de vida descente. Há luta no governo, onde políticos quase se matam para manter seu cargo e aparência. Há luta na cidade grande onde o tempo tem o valor de um diamante e há também na cidade pequena em que a luta parece invisível. Há luta nas famílias que precisam de um tratamento especial para um parente doente, mas que não conseguem, assim como há luta das famílias, onde o horror é um dos maiores. Tantas lutas quase impossíveis de numerar. Só pensem que não são esses conflitos que movem o mundo, o mundo é movido por nossas atitudes.  A nação que comandamos é construída com o pensamento de cada um. São os modos de pensar e de agir que irão determinar o que os próximos anos nos reservarão. Não haverá tantas guerras se um dia tentarmos esclarecer e resolver as diferenças de modo lógico, não impulsivo. Não haverá tantas guerras se um dia deixarmos o egoísmo, o egocentrismo e pensarmos mais no próximo. Não haverá tantas guerras se um dia escutarmos a nossa consciência. Não haverá guerra se um dia agirmos como humanos.

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