Ah, o amor... E não pensem que esse será mais um texto
melódico de uma romântica apaixonada, por favor. O amor... Ele não é só mais um
sentimento entre os outros milhares existentes? Ah, o amor... “Amor é fogo que arde
sem se ver; É ferida que dói e
não se sente; É um contentamento
descontente; É dor que desatina
sem doer.”, já dizia Camões... Mas por que tratado
desse jeito meio desleixado pelos outros? Por que há pessoas que pensam que ele
é tão simples, uma coisa qualquer? Por que esse desrespeito por ele, achando
que o amor virá quando qualquer um quiser, que ele surgirá em um daqueles
programas de casais e coisas do tipo. É claro que o amor pode aparecer em uma
mesa de bar, em um dança de boate, em um passei na praça, em uma música do
show, em uma sala nova no colégio, em um tombo qualquer, em um encontro
inesperado... Amor não acaba quando se quer, e nunca o subestime, haja o que
houver ele estará ali, resistente, e mesmo quando pensarem que ele acabou a
chama simplesmente precisará de mais fogo, e que venha a ventania mais forte do
planeta, ela nunca se apagará. Tão contraditório, tão sem noção, sem idade, sem
tempo, nem hora e nem lugar, tão independente e involuntário, tão... Tão amor. Mas
quando vem, ah o amor... Ninguém o segura, e que seja amor pelo que for, por um
animal de estimação, por uma roupa nova, por um objeto novo, por uma pessoa,
ele vem devastando tudo o que vê pela frente, vem lhe devastando e lhe fazendo
renascer, não lhe fazendo se tornar em algo que não é, porque o amor que se
preze o aceita do jeito que for, mas torna-lhe mais feliz, torna-lhe mais homem
ou mulher, mais humano. E quando ele bater na sua porta, aceite-o sem medo,
porque mesmo que seja um “deseterno amor”, alguma coisa com ele você irá
aprender.
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