A Terra estava deserta. Restavam apenas destroços de
tudo o que um dia fora civilização. Alguns seres rastejantes ainda habitavam
por lá e uma única pessoa tinha vida.
Sozinha, no obscuro mundo, cuidava de uma borboleta como
se fosse sua filha, já que a dela morrera durante os sucessivos desastres que
atingiram o planeta e cuja força destruira tudo o que havia.
Andava por diversas partes do mundo sem medo de
atravessar fronteiras, sem medo de ser presa, sem medo de nada, entretanto, via
o terror espalhado por todos os lados, crianças e adultos mortos em meio os
escombros do que um dia fora a Casa Branca ou o Palácio do Planalto; perdera
tudo, entretanto, estava sempre com sua borboleta.
Passara por várias doenças, sabia que uma hora seus
recursos acabariam, que sua hora chegaria e que o planeta seria somente mais um
na galáxia, porém, só se importava com sua borboleta.
E um dia, dormindo, não
acordou mais, morreu no meio dos restos do Cristo Redentor que sonhara, um dia, visitar,
todavia, morreu com sua borboleta em seu ombro, que, por fim, deixara também o
mundo, e o mundo.. o mundo ficou mais triste.
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